- O Ibovespa fechou abril quase estável, com queda de 0,08%, aos 187.318 pontos, após alta de 1,4% no dia e recuo de 1,8% na semana; performance no ano é de 16,26%.
- O mês teve alta volatilidade com o petróleo perto de máximas em quatro anos e o Brent acima de US$ 114 por barril, em meio a Ormuz fechado e sem previsão de reabertura.
- O estreito de Ormuz permaneceu fechado, com a guerra EUA versus Irã chegando ao 62º dia sem acordo; acordos anteriores desfeitos em 48 horas.
- O dólar fechou o mês em R$ 4,95, queda de 4,4% frente ao real; o fluxo estrangeiro diminuiu e as projeções para a Selic subiram, chegando a 13% ao ano.
- O Banco Central cortou a Selic para 14,50% e sinalizou que o ambiente externo permanece incerto, com o conflito no Oriente Médio influenciando futuras calibrações; nos Estados Unidos, Powell deixa a presidência, com Warsh à frente, aumentando a percepção de incerteza para mercados emergentes.
O Ibovespa fechou abril praticamente estável, com leve queda de 0,08%, aos 187.318 pontos. No dia, alta de 1,4%; na semana, perda de 1,8%. No acumulado do ano, ganhos caíram para 16,26%.
Em meio a tensões no Golfo, o petróleo chegou perto de máximas em quatro anos, com Brent acima de US$ 114 por barril. O Estreito de Ormuz seguia fechado, sem previsão de reabertura, dois meses após o início do conflito entre EUA e Irã.
A volatilidade ficou evidente: o Ibovespa oscillou entre 24.315 pontos no alto e próximos de 21 mil pontos, refletindo o risco geopolítico e a cautela dos investidores. O avanço foi contido pela queda de liquidez na bolsa, com investidores cansados de esperar por Ormuz.
O giro financeiro do Ibovespa ficou em R$ 21,5 bilhões, 20% acima da média de 12 meses. Mesmo com o mês de instabilidade, o indicador ficou acima da média, apontando maior atividade em momentos de busca por direção.
A narrativa de março se repetiu em abril, com frustrações nas negociações entre EUA e Irã. Ao longo do mês, seis acordos foram desfeitos em menos de 48 horas, mantendo o temor de um cessar-fogo sustentável.
O dólar à vista registrou queda mensal de 4,4%, encerrando próximo de R$ 4,95. No acumulado do ano, a moeda acumula alta de quase 10% contra o real, influenciando fluxos de capitais e a percepção de risco cambial.
Para o investidor brasileiro, o cenário externo pesou sobre a atratividade de emergentes. O petróleo caro e a inflação global elevaram a inflação tarifária de curto prazo e reduziram a percepção de risco de cortes adicionais de juros no exterior.
As decisões de juros anunciadas indicaram continuidade do ciclo de afrouxamento, mas com o cenário externo mantido como fator limitante. O Copom cortou a Selic para 14,50%, ressaltando incerteza externa causada pelo Oriente Médio.
Nos EUA, a ata da última reunião do Fed trouxe divergência interna. Quatro membros discordaram do viés de afrouxamento, sinalizando maior cautela na condução monetária. Powell encerrou o mandato na presidência, abrindo espaço para nova liderança.
O impacto no Brasil é de maior sensibilidade a cenários de incerteza global. Um Federal Reserve com diretrizes ambíguas aumenta a percepção de volatilidade nos mercados emergentes, exigindo ajuste de estratégias por gestores e investidores.
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