- Representantes da indústria e do varejo, pela Coalizão Prospera Brasil e ABVTEX, foram à Esplanada dos Ministérios protestar contra a chamada taxa das blusinhas.
- Em ato, estenderam uma camisa gigante, de 70 metros de largura por 90 metros de altura, com a mensagem: “Se baixar imposto para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro”.
- O imposto em foco é a taxa federal de 20% sobre importações no valor de US$ 50, regulamentada em junho de 2024.
- Os manifestantes afirmam que a tributação ajudou a reduzir parte da concorrência desigual, apontando que empresas brasileiras têm até 90% de carga tributária na cadeia, e plataformas estrangeiras chegam a 45%.
- O protesto destaca que Estados Unidos, México, Turquia e membros da União Europeia já tributam plataformas online, segundo os representantes.
Representantes da indústria, do varejo e sindicatos patronais foram até a Esplanada dos Ministérios nesta quinta-feira (30) para protestar contra a chamada desigualdade tributária no comércio eletrônico. O movimento ocorre em meio a discussões sobre a eventual revogação da taxa conhecida como taxa das blusinhas.
A mobilização reuniu a Coalizão Prospera Brasil e a ABVTEX, associação do varejo têxtil, que exibiram uma camisa gigante de 70 metros de largura por 90 de altura com a mensagem: se baixar imposto para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro. A peça sinalizou o objetivo do ato.
Segundo os organizadores, a taxa federal de 20% sobre importações com valor de até US$ 50, regulamentada em junho de 2024, ajudou a reduzir parte da percepção de desigualdade entre concorrentes nacionais e plataformas estrangeiras. O grupo afirma que a tributação brasileira ainda deixa o custo da mercadoria na cadeia elevada.
Para sustentar o argumento, a representação cita dados internos de mercado apontando diferenças na carga tributária entre plataformas nacionais e estrangeiras. Em defesa, os organizadores destacam que outras economias já tributam plataformas onlines para proteger a economia local.
Contexto e próximos passos
O ato ocorre em meio a pressões políticas sobre a taxa das blusinhas, tema que ganhou destaque com debates sobre impactos no emprego e na competitividade. A mobilização na capital federal busca ampliar o debate público e influenciar eventuais revisões de políticas.
A manifestação utilizou a técnica de ampliar a mensagem por meio de símbolos visuais, buscando chamar atenção para a relação entre tributação, comércio eletrônico e competitividade. Autoridades não anunciaram decisões imediatas durante o protesto.
Fontes oficiais não divulgaram dados adicionais no momento. A coordenação do movimento afirma ter ouvido representantes setoriais sobre impactos tributários e a necessidade de alinhamento regulatório com práticas internacionais.
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