- Representantes da indústria e do varejo protestaram em Brasília contra o possível fim da “taxa das blusinhas” e a desigualdade tributária no comércio eletrônico.
- Uma camiseta gigante na Esplanada dos Ministérios traz a frase: “se baixar imposto para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro”.
- A coalizão Prospera Brasil e a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) defendem isonomia de impostos e competição mais justa entre produtores nacionais e plataformas internacionais.
- A cobrança é conhecida como imposto sobre produtos importados vendidos por plataformas internacionais; o grupo sustenta que a medida ajudou pouco a reduzir desigualdades e gerou milhões de empregos no setor.
- Edmundo Lima, da ABVTEX, afirma que a carga tributária sobre a mercadoria pode chegar a 90% na cadeia, enquanto plataformas estrangeiras operam em torno de 45%, e pleiteia tributos equilibrados para todos os agentes.
Representantes da indústria e do varejo nacional realizaram um protesto em Brasília nesta quinta-feira, 30, contra o possível fim da chamada “taxa das blusinhas” e a percepção de desigualdade tributária no comércio eletrônico brasileiro. A ação ocorreu na Esplanada dos Ministérios.
Uma camiseta gigante com a frase se estendeu pela via, defendendo tratamento igualitário entre empresas nacionais e plataformas estrangeiras. A iniciativa foi organizada pela Coalizão Prospera Brasil e pela ABVTEX, entidades que representam o setor produtivo têxtil e o varejo nacional.
Segundo as entidades, o atual regime tributário gera desequilíbrio de concorrência, prejudicando produtores e lojistas nacionais. O texto da nota destaca que o Brasil perde espaço de crescimento, arrecadação e empregos ao manter um sistema que beneficia plataformas internacionais.
A pauta é acompanhada de dados sobre a arrecadação da taxa, com avaliação de que a medida contribuiu para reduzir a desigualdade apenas parcialmente e gerou empregos diretos e indiretos no varejo e na indústria.
Edmundo Lima, diretor-executivo da ABVTEX, apontou que a carga tributária sobre a mercadoria pode chegar a 90% ao longo da cadeia para empresas brasileiras, enquanto plataformas estrangeiras operam com cerca de 45% após a implementação da taxa.
Ele ressaltou a necessidade de redução de tributos de forma equilibrada, atingindo todos os atores do mercado, caso haja qualquer ajuste na tributação.
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