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Inflação nos EUA atinge 3,5% em 12 meses até março

Inflação pelo PCE atinge 3,5% em doze meses até março, com renda em alta e consumo crescendo, mas poupança cai, fortalecendo cautela do Fed

Os números indicam recuperação da renda e aceleração do consumo, embora o avanço dos preços siga pressionando o poder de compra; na imagem, notas de dólar
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  • inflação do PCE nos EUA foi de 0,7% em março de 2026, com alta de 3,5% em 12 meses e núcleo (exclui alimentos e energia) de 3,2% em 12 meses; no mês, o núcleo subiu 0,3%.
  • renda pessoal avançou 0,6% em março, gastos com PCE subiram 0,9%, e renda real disponível caiu 0,1%.
  • o ganho de US$ 195,4 bilhões nos gastos foi puxado principalmente por energia, com destaque para gasolina e energia (+US$ 81,3 bilhões), saúde (+US$ 21,3 bilhões) e veículos e peças (+US$ 17,6 bilhões).
  • a taxa de poupança pessoal ficou em 3,6%, totalizando US$ 857,3 bilhões, menor capacidade de poupar diante da inflação.
  • os números são preliminares e a próxima divulgação, referente a abril, está prevista para 28 de maio de 2026, podendo influenciar a visão sobre a política monetária da Reserva Federal.

O PCE, índice de preços das despesas de consumo pessoal, ficou em 0,7% em março de 2026, após 0,4% em fevereiro. Em 12 meses, o indicador subiu para 3,5%, ante 2,4% em fevereiro.

O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, acumulou 3,2% em 12 meses. Na margem, desacelerou para 0,3% em março, frente 0,4% em fevereiro. Os dados foram divulgados pelo Bureau of Economic Analysis.

A leitura aponta recuperação da renda e aumento do consumo, mas a inflação permanece pressionando o poder de compra. A divulgação foi realizada nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026.

Renda e consumo avançam

Renda pessoal passou de estabilidade em fevereiro para alta de 0,6% em março, impulsionada por salários e transferências governamentais. Gastos com PCE subiram 0,9%, após 0,6% em março.

A renda real disponível caiu 0,1% em março, após recuar 0,4% no mês anterior, refletindo o efeito da inflação. O aumento de gastos reforça o papel do consumo como motor da atividade.

O total dos gastos aumentou em US$ 195,4 bilhões, puxado principalmente por itens ligados a energia. Entre eles, gasolina e energia tiveram alta de US$ 81,3 bilhões.

Outros componentes relevantes foram saúde, com ganho de US$ 21,3 bilhões, e veículos e peças, de US$ 17,6 bilhões. A taxa de poupança ficou em 3,6%, em US$ 857,3 bilhões.

Perspectivas e próximo dado

O avanço do índice cheio, sustentado por energia, pode aumentar a cautela do Fed na condução da política monetária, ainda que o núcleo tenha mostrado desaceleração na margem. Dados são preliminares.

A próxima divulgação referente a abril deve ocorrer em 28 de maio de 2026, mantendo o calendário de divulgado mensal.

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