- Juros futuros fecharam em queda, acompanhando recuo dos preços do petróleo e busca por ativos de risco.
- DI com vencimento em janeiro de 2027 caiu de 14,21% para 14,145%; DI de janeiro de 2031 recuou de 13,85% para 13,74%.
- A curva a termo mostrou queda de prêmios, com maior melhoria nos curto a médio prazo; efeito foi parcialmente puxado pelo cenário externo.
- Mercados estrangeiros também contribuíram, com quedas nas taxas de títulos de longa duração, enquanto o Copom manteve tom mais conservador.
- Casas do mercado revisaram projeções da Selic: Itaú elevou expectativa para o fim do ano; SulAmérica passou a 14% e Bradesco mantém cenário de cortes, dependendo do rumo da inflação.
Os juros futuros fecharam em queda forte nesta quinta-feira. O recuo veio junto ao recuo dos preços do petróleo e ao ambiente global de busca por ativos de risco, mesmo sem progressos claros nas negociações entre EUA e Irã.
No mercado local, o DI com vencimento em jan/2027 caiu de 14,21% para 14,145%. O DI jan/2031 recuou de 13,85% para 13,74%. As curvas de jan/2028 e jan/2029 também mostraram quedas, refletindo pressão de prêmios a termo.
Movimentação de câmbio e petróleo
A commodity registrou arrefecimento após recentes altos, o que ajudou a reduzir a inclinação da curva de juros. O desempenho externo pesou menos no curto prazo, com as taxas globais também em queda. A curva a termo local apresentou melhora mais intensa no curto prazo.
Mercados europeus e Treasuries sinalizaram queda nas taxas de referência; nos EUA, a nota de 10 anos recuou de 4,434% para 4,375%. O Bund alemão caiu de 3,111% para 3,041% e o Gilt britânico de 5,076% para 5,023%.
Reações do Copom e revisões de projeção
Apesar da decisão conservadora do Copom, que reduziu a Selic para 14,50% e elevou a projeção de IPCA, o mercado local manteve o foco na trajetória de juros. Bancos revisaram suas perspectivas de política monetária para o fim do ano e para 2027.
O Itaú ajustou a Selic para 13,25% no fim deste ano e 12,25% para 2027. A SulAmérica Investimentos elevou a projeção de Selic para 14% no fim de 2026, citando piora inflacionária e maior restrição para cortes adicionais.
Perspectivas e cenários de cortes
O Bradesco manteve viés de alta, elevando a projeção para 12,75% no fim deste ano, com cenário-base condicionado a avanços diplomáticos no Oriente Médio. Economistas destacaram incertezas e possivelmente um aperto no ritmo de reduções, dependendo da inflação.
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