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LGBTQIAfobia tem custo econômico, aponta estudo do governo e Banco Mundial

Pesquisa conjunta aponta custo de exclusão LGBTQIA+ no mercado de trabalho em 94,4 bilhões por ano, com perdas fiscais de 14,6 bilhões e desemprego de 15,2%

A exclusão não afeta de maneira igual as pessoas LGBTQIA+. Pessoas transgênero, não-binárias e intersexo relatam níveis mais elevados de discriminação no ambiente profissional, com perdas salariais mais acentuadas entre mulheres - (crédito: World Bank Group)
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  • Estudo conjunto do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e do Banco Mundial aponta que a exclusão de pessoas LGBTQIA+ do mercado de trabalho custa R$ 94,4 bilhões por ano no Brasil, cerca de 0,8% do PIB, com estudo publicado em 29 de abril.
  • As perdas fiscais associadas chegam a R$ 14,6 bilhões anuais, resultado da combinação entre menor arrecadação e maior gasto público.
  • A taxa de desemprego entre LGBTQIA+ é de 15,2%, o dobro da média nacional (7,7%); 37,4% estão fora da força de trabalho, ante 33,4% da população geral.
  • Principais motivos são dificuldade de acesso a oportunidades, subutilização de qualificações e saída do mercado por estigma e discriminação.
  • Discriminação é maior entre pessoas trans, não-binárias e intersexo; perdas salariais somam R$ 40,1 bilhões entre homens e R$ 54,3 bilhões entre mulheres.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e o Banco Mundial divulgaram um estudo inédito sobre o Brasil, com dados coletados em 2025. O objetivo é medir como estigma, discriminação e desigualdade afetam emprego, renda e produtividade de pessoas LGBTQIA+ no mercado de trabalho.

O levantamento estima que a exclusão dessas pessoas gera perdas de R$ 94,4 bilhões por ano, equivalente a cerca de 0,8% do PIB brasileiro. As informações mostram impactos diretos nas contas públicas, com perdas fiscais de aproximadamente R$ 14,6 bilhões anuais.

A pesquisa aponta ainda uma taxa de desemprego de 15,2% entre LGBTQIA+ (o dobro da média nacional de 7,7%). Além disso, 37,4% da população LGBTQIA+ está fora da força de trabalho, acima da média geral de 33,4%.

Principal fator e distribuição de perdas

Segundo o estudo, as principais causas são dificuldades de acesso a oportunidades, subutilização de qualificações e saída do mercado por estigmatização. As perdas salariais somam R$ 40,1 bilhões entre homens e R$ 54,3 bilhões entre mulheres.

Os efeitos da exclusão aparecem em três frentes: rendimentos não plenamente utilizados, maior desemprego e menor participação na força de trabalho. Com isso, há menor produtividade e menor geração de empregos no setor privado.

Impactos por grupos e nuances

Pessoas transgênero, não-binárias e intersexo enfrentam discriminação mais intensa no ambiente profissional. As perdas salariais são maiores entre mulheres LGBTQIA+ do que entre homens da comunidade.

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