- A taxa de desemprego ficou em seis vírgula um por cento no trimestre móvel encerrado em março.
- Foi maior que o trimestre móvel finalizado em fevereiro, que ficou em cinco vírgula oito por cento.
- Contudo, o indicador está abaixo do mesmo período de dois mil e vinte e cinco, que foi sete por cento.
- Mesmo com juros altos, os indicadores de emprego não mostram redução no mercado de trabalho.
- A perspectiva é de desempenho aquecido no período eleitoral, apesar de possível deterioração até o fim do ano, segundo o pesquisador Fernando de Holanda Barbosa Filho, do FGV Ibre.
O mercado de trabalho brasileiro deve manter o ritmo aquecido durante o período de eleições, aponta a FGV Ibre. A taxa de desemprego ficou em 6,1% no trimestre móvel encerrado em março.
A leitura é contrária ao que seria esperado com juros altos. Em fevereiro, o indicador ficou em 5,8%, e, no mesmo trimestre móvel de 2024, havia sido de 7%.
Quem comenta é o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Ele afirma que a combinação de atividades aquecidas e políticas monetárias não freou o emprego.
Quando analisado pelo período comparativo, o desemprego de 6,1% está abaixo do registrado no mesmo intervalo de 2025, que foi de 7%. A instituição ressalta que, mesmo com deterioração prevista até o fim do ano, a projeção é de continuidade do aquecimento no mercado de trabalho.
Onde isso ocorre mostra a persistência de contratações em várias regiões, sustentando o ritmo de atividade econômica mesmo diante do cenário eleitoral. A FGV Ibre reforça a necessidade de monitorar impactos de políticas públicas e do cenário macroeconômico.
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