- O Ministério de Minas e Energia divulgou o rascunho do Plano Nacional de Transição Energética (Plante) com petróleo até 2055, aberto a consulta pública até 12 de junho.
- O documento não estabelece meta de abandono de fósseis, mas busca reduzir emissões de petróleo e gás e ampliar energia limpa e biocombustíveis.
- A previsão aponta produção de petróleo entre 4,22 milhões de barris/dia em 2025 e entre 3,85 e 4,07 milhões em 2055; demanda interna por derivados permanece relevante.
- A energia nuclear aparece como fonte de baixo carbono, com expansão da capacidade de 2 gigawatts em 2025 para entre 3 e 14 gigawatts em 2055, conforme a estratégia.
- A matriz deve crescer com solar e eólica, enquanto as hidrelétricas perdem participação, passando de 62% hoje para entre 31% e 19% em 2055, resultando em 53% a 65% da geração total anual vinda de fontes solar e eólica.
O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu para consulta pública o rascunho do Plano Nacional de Transição Energética (Plante). O documento, publicado no portal do ministério, não fixa metas de abandono total de combustíveis fósseis, mas prevê produção de petróleo, gás e carvão até 2055.
A proposta visa reduzir emissões na produção de petróleo e gás, ampliar a energia limpa e aumentar a participação de biocombustíveis na matriz. A consulta permanece aberta até 12 de junho, permitindo sugestões da sociedade.
Segundo as projeções, a demanda interna por derivados de petróleo deve se manter relevante, com trajetórias diferentes conforme o nível de ambição climática. A produção brasileira pode oscilar de 4,22 milhões de barris/dia em 2025 para 3,85–4,07 milhões em 2055, conforme o PNE.
O Plante também destaca a energia nuclear como fonte de emissões zero. O foco envolve ampliar capacidades e diversificar a matriz, com cenário de 2 GW em 2025 para 3–14 GW em 2055, dependendo da estratégia adotada.
As expectativas indicam maior participação de geração solar e eólica. As usinas hidrelétricas devem cair de peso, acompanhando o crescimento da demanda. Entre 53% e 65% da energia total pode vir de solar e eólica em 2055, enquanto as hidrelétricas ficariam entre 19% e 31%.
A avaliação pública ocorre em meio a críticas sobre o uso do termo por parte do governo. Especialistas questionam se o Plante representa de fato um caminho de transição, sem abandonar plenamente os fósseis, segundo analistas ouvidos pela imprensa especializada.
O Plante não é, segundo o Ministério, o mapa do caminho para o abandono de fósseis encomendado pelo presidente Lula aos ministérios. O ministro do Meio Ambiente afirmou que não há entrega prevista ainda para este ano, nem relação com a COP31.
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