- O grupo espanhol Oesía apresentou o plano estratégico “Powered by technology. Delivering value”, com previsão de faturar mil milhões de euros em 2030, ante 322 milhões em 2025, visando tornar-se uma líder no setor de defesa nos próximos cinco anos.
- A Nazca entra no capital da Oesía com 39% e leva dois conselheiros, Carlos Carbó e Jordi Llidó; também será criado um fundo de investimento de 150 milhões de euros para incubar startups de defesa e tecnologias.
- A empresa planeja investir 250 milhões de euros, investimento “sem precedentes” em sua história, e pode realizar aquisições tanto no mercado nacional quanto europeu, ressaltando a necessidade de colaboração com governos.
- A carteira de pedidos deve chegar a mil e quinhentos milhões de euros em 2030, impulsionada pelo ciclo de rearme europeu; espera-se que 70% do negócio venha de mercados internacionais, com 60% na Europa.
- A Oesía projeta crescer o EBITDA para 325 milhões de euros e o lucro líquido para mais de 200 milhões até o final da década, além de criar três mil empregos, com foco em IA generativa, nuvem e cibersegurança.
Oesía apresentou em Madri seu plano estratégico mais ambicioso, visando transformar o setor de defesa nos próximos cinco anos. A meta é multiplicar a receita para 1 bilhão de euros até 2030, partindo de 322 milhões em 2025. A estratégia aposta no impulso do ciclo militar europeu.
A entrada de Nazca na captação da empresa é de 39% do capital, com dois conselheiros indicados: Carlos Carbó e Jordi Llidó. A operação será temporária, conforme anúncio da companhia.
Nazca deverá, junto com a Oesía, criar um fundo de investimento de 150 milhões de euros para incubar startups de defesa e tecnologia. A diretoria destaca a relevância estratégica para a autonomia europeia e espanhola.
O plano inclui investimentos de 250 milhões de euros nos próximos anos, triplicando a cifra dos cinco anos anteriores. Parte desse montante pode financiar aquisições, nacionais ou europeias, com cautela sobre a disponibilidade de venda estatal.
Em termos de desempenho, a meta é alcançar um EBITDA de 325 milhões de euros no fim da década, ante 69 milhões em 2025. A margem de lucro líquido deve saltar para mais de 200 milhões de euros.
A carteira de pedidos deve crescer para 1,5 bilhão de euros em 2030, frente a 511 milhões em 2025, impulsionada pelo crescimento do setor militar europeu, estimado em torno de 10% ao ano.
Perspectivas domésticas e fábricas digitais
No mercado interno, o crescimento anual esperado fica entre 13% e 14%, com investimentos públicos previstos em programas de modernização. O governo tem anunciado fundos para sustentar o rearmamento.
A empresa projeta que 70% do seu negócio venha de mercados internacionais, especialmente europeus, que devem concentrar cerca de 60% da carteira. A estratégia aponta anche parcerias com o setor automotivo local.
O plano batizado Powered by technology. Delivering value enfatiza o papel da Oesía como empresa líder no setor tecnológico espanhol, com foco em defesa, IA generativa, nuvem e cibersegurança.
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