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Ouro avança diante da queda do petróleo e do dólar

Ouro avança e recupera terreno com queda do dólar e do petróleo; contratos para junho sobem 1,49% a US$ 4.629,6 por onça-troy

— Foto: Chris Ratcliffe/Bloomberg
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  • Os contratos futuros de ouro com entrega para junho fecharam em alta de 1,49%, a US$ 4.629,6 por onça-troy, na Comex.
  • O metal precioso acumula perdas de mais de 2% na semana, ainda após a alta de hoje, e caiu 1,04% no mês de abril.
  • O ajuste ocorreu após o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã levar a altas no preço do petróleo, com reflexos sobre rendimentos de Treasuries e dólar.
  • Hoje, o recuo do preço do barril ajudou a corrigir excessos recente nos ativos, contribuindo para a recuperação do ouro.
  • O banco Lombard Odier mantém o ouro como proteção contra volatilidade e geopolítica, projetando a commodity em US$ 5,4 mil em doze meses.

Os contratos futuros de ouro encerraram a sessão desta quinta-feira em alta expressiva, recuperando parte das perdas recentes. O ganho veio em meio à queda do dólar, à sustentação de rendimentos de Treasuries mais baixos e à correção no preço do petróleo.

Na bolsa Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega para junho fechou em alta de 1,49%, a US$ 4.629,6 por onça-troy. Mesmo assim, a commodity acumula baixa de mais de 2% na semana e registrou queda de 1,04% no mês de abril.

O movimento observado ocorreu após o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã ter contribuído para a alta recente dos preços do petróleo, aumentando os rendimentos de Treasuries e fortalecendo o dólar. Hoje, a recuperação do barril ajudou a estabilizar o ouro e amenizar excessos recentes.

Análise e perspectiva

O setor financeiro acompanha o cenário de volatilidade, com o ouro ainda sob pressão pela volatilidade das taxas de juros e pelo conflito geopolítico. Em meio a esse contexto, instituições mantêm o metal como instrumento de diversificação e proteção contra movimentos adversos no mercado de ações.

O Lombard Odier manteve uma visão de que a normalização da volatilidade das taxas de juros pode favorecer o metal. A instituição projeta que o ouro alcance US$ 5,4 mil em 12 meses, mantendo o ouro como ativo de proteção em carteiras, especialmente diante de incertezas geopolíticas.

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