- Petrobras retomou a produção de ureia na Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), em Araucária (PR), após cerca de seis anos sem atividade.
- Investimento de R$ 870 milhões na planta, com objetivo de reduzir a dependência de fertilizantes importados.
- A retomada ocorre em meio à crise do setor, impulsionada por conflitos no Oriente Médio; hoje cerca de 80% dos fertilizantes consumidos no Brasil são importados.
- A estatal aposta que a unidade paranaense represente aproximadamente 20% da demanda nacional de ureia, com outros dois empreendimentos em Sergipe e na Bahia previsto para retomarem entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
- A planta tem capacidade para 720 mil toneladas de ureia por ano (cerca de 8% da demanda brasileira) e também pode produzir amônia e Arla 32; a retomada gerou mais de 2 mil empregos na região, e, após operação plena, cerca de 700 trabalhadores estarão empregados.
A Petrobras retomou nesta quinta-feira, 30, a produção de ureia na Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), subsidiária da estatal. A planta fica em Araucária, região metropolitana de Curitiba (PR), e não operava o insumo desde 2020, há cerca de seis anos.
A retomada ocorre em meio à crise no setor de fertilizantes, agravada pelos conflitos no Oriente Médio que afetam a oferta de insumos para o Brasil. A decisão de reativar a Ansa foi anunciada em 2024, após investimentos relevantes.
A expansão busca reduzir a dependência de fertilizantes importados, tema já observado desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022. Hoje cerca de 80% dos fertilizantes consumidos no Brasil vêm do exterior, segundo dados do setor.
Marcelo dos Santos Faria, diretor industrial e presidente interino da Ansa, destaca que a produção interna de ureia é estratégica diante desse cenário. A empresa planeja ampliar a capacidade com outros empreendimentos no país.
Capacidade, impactos e próximos passos
A planta do Paraná tem capacidade anual de 720 mil toneladas de ureia, equivalente a cerca de 8% da demanda nacional. Além da ureia, a unidade pode fabricar amônia e Arla 32, com volumes de 475 mil e 450 mil toneladas por ano, respectivamente.
O retorno da produção gerou geração de empregos durante o processo de retomada, com mais de 2 mil vagas criadas na região. Após a reativação, a planta emprega aproximadamente 700 trabalhadores.
A Petrobras planeja, ainda, a volta de operações em Sergipe e na Bahia entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, ampliando a oferta de fertilizantes no Brasil.
A iniciativa integra a estratégia da estatal de ampliar a atuação no segmento de fertilizantes diante de cenários de oferta global apertada.
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