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Petróleo ensaia realização e pode favorecer ativos locais após Copom

Petróleo ensaia realização, Brent próximo de US$ 116; dólar recua frente a moedas e Copom sinaliza tom hawkish, com derrota do governo no STF

Manhã no mercado: Petróleo ensaia realização e pode ajudar ativos locais no pós-Copom — Foto: Pixabay
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  • O Brent opera em queda, em torno de US$ 116 por barril, após ontem subir cerca de 7%, com maior valorização do petróleo no centro das atenções.
  • O dólar recua ante as principais moedas e o índice DXY cai cerca de 0,59%, diante de sinalização externa menos agressiva e valorização do iene.
  • O Copom confirmou corte de 0,25 ponto percentual na Selic, mas com tom mais hawkish, o que pode gerar leve pressão de alta nas taxas de juros de curto prazo.
  • O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF, episódio que amplia o cenário doméstico de tensão política e pode impactar os ativos locais.
  • No radar local, a Pnad Contínua e uma agenda robusta de indicadores nos Estados Unidos mantêm a volatilidade, com o petróleo mantendo o papel de catalisador dos negócios no Brasil.

O petróleo ensaia uma realização de lucros após uma queda recente, enquanto o dólar perde força frente a moedas principais e as taxas dos Treasuries recuam. No Brasil, o cenário externo benigno se soma a sinais hawkish do Copom e à derrota do governo com a rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para o STF.

Na manhã desta sexta-feira, o Brent para entrega em junho opera em torno de US$ 116 o barril, após subida de cerca de 7% na sessão anterior. O recuo de hoje, de pouco mais de 1%, ocorre em parte mesmo com o Estreito de Ormuz fechando novamente, sustentando cautela entre participantes do mercado.

A agenda externa é cheia, com decisão de política monetária do Banco da Inglaterra, do BCE, além de dados norte‑americanos. PIB dos EUA do 1º trimestre, pedidos de seguro–desemprego e renda pessoal devem orientar movimentos globais. No Brasil, o indicador de desemprego PNAD Contínua também pode influenciar ativos locais.

Copom e câmbio

O dia deve refletir a expectativa de alta marginal nos juros brasileiros, após o Copom reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, conforme o esperado. O tom do comunicado, porém, foi considerado um pouco mais “hawkish” que o de março, o que pode sustentar movimentos de curva no curto prazo.

STF e petróleo como gatilhos

A derrota do governo no Senado, com a rejeição de Messias para o STF, sinaliza enfraquecimento político, mas não desviou o foco dos mercados do petróleo. Analistas indicam que a commodity deve seguir como vetor central de altas e quedas para o restante do dia, com impactos limitados sobre o câmbio.

O ambiente externo de dólar mais fraco ajuda o real, com o índice DXY em queda próxima de 0,6%, aos 98,38 pontos, em sessão que vê valorização do iene. A combinação de fatores locais e internacionais mantém o cenário brasileiro entre as principais apostas globais.

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