- O barril Brent para entrega em julho chegou a US$ 114,68, a maior cotação do mês até agora e referência do mercado global.
- O petróleo chegou a subir 3,84% na quinta-feira, após atingirec a máxima da madrugada; no fim da manhã, ficou em torno de US$ 108,96.
- A entrega de curto prazo para junho chegou a US$ 126,41 na quinta, mas com menor volume de negociações do que julho.
- O mercado acompanha as negociações entre Estados Unidos e Irã, com novas ameaças entre as partes e fricções sobre o estreito de Hormuz.
- As autoridades americanas sugerem formar uma coalizão internacional para reabrir Hormuz, sob o nome Construção da Liberdade Marítima, enquanto o Irã afirma que não aceita condições norte-americanas.
O preço do petróleo chegou a subir 3,84% nesta quinta-feira (30), com o Brent para entrega em julho cotado a US$ 114,68 o barril às 1h30, maior valorização do mês. O movimento ocorreu diante de expectativas sobre negociações de paz.
A cotação para julho superou US$ 113,81 registrada na quarta-feira (29) e ficou perto de US$ 119,24, atingidos no dia 31 de março. Ao longo da manhã, o Brent chegou a recuar, caindo para US$ 108,96 às 9h, queda de 1,24%.
Para o mês, o Brent manteve o maior nível em 30 dias, refletindo incertezas sobre conflitos regionais. O contrato de junho, com entrega de curto prazo, alcançou US$ 126,41, embora tenha menor volume de negociações.
Desdobramentos geopolíticos e mercado
O mercado acompanha as negociações entre EUA e Irã, marcadas por trocas de ameaça. Trump declarou que acabou o período do “senhor bonzinho” e instou os iranianos a aceitarem propostas dos EUA.
O Irã afirmou que não validará condições norte-americanas e prometeu ações militares para contestar bloqueios a navios no estreito de Hormuz. O estreito concentra cerca de 20% da produção global de petróleo e gás.
A Administração Trump pediu que países formem uma coalizão para reabrir Hormuz, sob o nome Construção da Liberdade Marítima (MFC). A proposta foi apresentada a aliados, sem apoio unânime até o momento.
O governo dos EUA vê a MFC como etapa para segurança marítima na região. Além disso, há expectativa de reavaliação de planos de ataques ao Irã, que podem influenciar o cenário do petróleo.
O Irã mantém o controle sobre Hormuz e sustenta o direito de enriquecer urânio para fins civis, citando estoque de cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%. A situação continua a gerar volatilidade no mercado.
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