- Lula fará pronunciamento em cadeia nacional pelo Dia do Trabalho e deverá mencionar o novo Desenrola, programa para reduzir endividamento.
- Na fala, serão apresentadas as diretrizes gerais do Desenrola 2.0; detalhes técnicos ficam para um evento na próxima semana.
- Também está em pauta a campanha pela escala 6×1, com a expectativa de aprovação antes das eleições.
- No Desenrola 2.0, trabalhadores com até cinco salários mínimos poderão usar até 20% do FGTS para reduzir o saldo da dívida; as instituições devem oferecer desconto mínimo de 40%, com desconto máximo de até 90%.
- Dados do Datafolha indicam juros elevados: dois em cada três brasileiros têm dívidas, 21% estão com débitos em atraso; maior parte vem de empréstimos, cartão de crédito e crédito junto a amigos, parentes ou empresas.
- Neste ano, o presidente não deve comparecer a manifestações de sindicatos no 1º de maio, com atos de trabalhadores desmembrados em eventos menores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará nesta quinta-feira (30) pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV para o Dia do Trabalho. O tema central será o novo Desenrola, programa para reduzir o endividamento da população, com diretrizes a serem citadas na fala. O detalhamento técnico ficará para um evento na próxima semana.
Lula também defenderá a continuidade da agenda de combate à inadimplência, com foco no desfecho político da campanha eleitoral. O tema faz parte de uma estratégia de comunicação para consolidar apoio popular antes das eleições. A iniciativa é acompanhada de perto por assessores palacianos.
Desenrola 2.0: o que muda
No Desenrola 2.0, trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) poderão usar até 20% do FGTS para reduzir o saldo da dívida. As instituições financeiras devem oferecer desconto mínimo de 40% na renegociação. O desconto máximo pode chegar a 90%.
Contexto e cenários
A atualização do programa foi anunciada pelo Ministério da Fazenda, com dados de Durigan. O governo alega impactos na economia e na popularidade de Lula. Dados de 2024 e 2025 mostram aumento no endividamento da população, especialmente com crédito ao consumo.
Cenário político
A inadimplência segue alta e figura como tema da campanha. Pesquisas recentes indicam que dois em cada três brasileiros relatam dívidas, com 21% em atraso. A maioria das agências aponta que o tema pode influenciar o voto sem direcionar o resultado. Além disso, o 1º de maio deve ter manifestações menores.
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