- Planos reformulados do Chips Act II da União Europeia visam permitir que a Comissão Europeia invista diretamente em fabs (fábricas de chips).
- O rascunho, esperado para maiо, tenta melhorar a versão de 2022, aumentando investimentos em tecnologia crítica e reduzindo a dependência de cadeias de suprimento estrangeiras.
- A comissão passaria a investir em projetos grandes e transfronteiriços diretamente, antes limitada a financiar pesquisa e aprovar auxílios dos Estados-membros.
- Os projetos apoiados pela Comissão seriam parcerias público-privadas.
O bloco europeu está revisando o Chips Act para permitir que a própria Comissão Europeia invista diretamente em fábricas de semicondutores. A versão draft, prevista para ser apresentada no fim de maio, busca fortalecer a indústria e reduzir a dependência de cadeias de suprimento estrangeiras.
Segundo pessoas familiarizadas com o texto, a proposta ampliaria o poder de investimento da Comissão em projetos grandes transfronteiriços, não apenas financiando pesquisa ou aprovando auxílios aos estados-membros. Os projetos apoiados continuariam a operar como parcerias público-privadas.
A ideia é que a Comissão possa atuar de forma direta em grandes fabs, mantendo a natureza de PPP e envolvendo o setor privado. O objetivo final é ampliar a capacidade produtiva da União Europeia em tecnologia de ponta.
Contexto e objetivos
A iniciativa pretende superar limitações do antecessor de 2022, focando na produção além de pesquisa. A nova versão visa reduzir vulnerabilidades em cadeias de suprimento e fortalecer a autonomia tecnológica europeia em semicondutores.
Mesmo com o aumento de poderes, as operações seguirão sob regras de parcerias entre setor público e privado. A mudança busca facilitar investimentos de maior escala na indústria de chips da UE.
Potenciais impactos
Especialistas apontam que a medida pode atrair investimentos privados para projetos transnacionais. A aprovação do texto depende de etapas internas da União Europeia e de acordos com os estados-membros.
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