- O Brasil caiu da quarta para a quinta posição no ranking global de nova potência adicionada em 2025, com 11,6 GW instalados.
- A Alemanha avançou para superar o Brasil, com 15,1 GW instalados; a China lidera com 314,2 GW, seguida pela Índia (36 GW) e pelos Estados Unidos (34 GW).
- No acumulado, o Brasil encerrou 2025 com 64,6 GW de capacidade operacional e ficou em sexto lugar no ranking, atrás de China, Estados Unidos, Índia, Alemanha e Japão.
- A Absolar aponta retração de cerca de 30% na capacidade adicionada em 2025 ante 2024.
- O setor acompanha a definição do leilão de baterias, com divergências sobre conteúdo local e regras de rede, que podem atrasar o texto definitivo e, possivelmente, o certame ainda neste ano.
O Brasil perdeu uma posição no ranking global de nova potência adicionada em energia solar, caindo da quarta para a quinta colocação em 2025, com 11,6 GW incluídos no período. A divulgação é da Absolar, com base em dados da Irena.
Segundo a Absolar, a queda reflete retração do mercado fotovoltaico brasileiro no último ano, com queda de cerca de 30% na capacidade adicionada em 2025 frente a 2024. O cenário contribuiu para a queda na posição.
No acumulado de 2025, o Brasil encerrou o ano com 64,6 GW de capacidade solar operacional e manteve a sexta posição no ranking global, atrás de China, EUA, Índia, Alemanha e Japão.
A comparação leva em conta a soma de grandes usinas e de sistemas de geração própria, incluindo telhados, fachadas e pequenos terrenos, segundo a Absolar. O relatório também aponta que a liderança continua com a China.
Leilão de baterias
A publicação das diretrizes para o leilão inédito de baterias enfrenta divergências entre órgãos do governo sobre porcentuais de conteúdo local, o que pode atrasar o texto definitivo e colocar em risco o certame neste ano.
O setor também aguarda regras de cobrança pelo uso da rede, ciclos diários de carga e descarga (BESS) e acesso a instrumentos de incentivo, como Reidi e debêntures, que afetam custos e prazos do investimento.
Autoridades indicaram meta de publicar o texto em abril, com cerimônia de leilão esperada ainda para 2026. Analistas ressaltam que o processo depende de decisões políticas e de alinhamento técnico entre órgãos reguladores.
O ministro Alexandre Silveira destacou que o leilão de baterias é uma entrega importante para a matriz energética brasileira, visando maior flexibilidade do sistema e integração de geração renovável com estabilidade operacional.
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