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Serra Verde e USA Rare Earth: o que está em jogo na operação de terras raras

Parceria entre Serra Verde e USA Rare Earth cria operação integrada de terras raras fora da Ásia, com preços mínimos e impulso estratégico ocidental

Serra Verde
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  • Serra Verde (Brasil) fechou acordo com a USA Rare Earth (americana) avaliado em US$ 2,8 bilhões, formando operação integrada ao longo da cadeia de terras raras.
  • O acordo junta produção brasileira de carbonato de terras raras a capacidades industriais da USA Rare Earth no exterior, com atuação no Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido.
  • O governo dos Estados Unidos prevê financiamento direto de até US$ 277 milhões e empréstimos de até US$ 1,3 bilhão para expandir produção e fabricação de ímãs.
  • A operação já envolve oito negócios em diversos países e visa suprir demanda por elementos como disprósio e térbio, usados em veículos elétricos, turbinas eólicas e defesa.
  • Em paralelo, o Supremo Tribunal Federal recebeu a ADPF 1320, da Rede Sustentabilidade, questionando a participação estrangeira na Serra Verde e possíveis impactos de soberania econômica.

A mineradora brasileira Serra Verde fechou um acordo com a americana USA Rare Earth, avaliado em US$ 2,8 bilhões. A operação envolve produção no Brasil e capacidades industriais no exterior, formando uma solução integrada da cadeia de terras raras. O acordo amplia o fornecimento Ocidente de minerais críticos e ímãs permanentes.

A joint venture cria uma empresa com operações no Brasil, EUA, França e Reino Unido, cobrindo desde a mineração até o produto final. Serra Verde produz carbonato de terras raras com alta concentração de disprósio e térbio, componentes-chave para indústria e defesa.

O acordo surge num contexto norte-americano de redução da dependência externa nesse setor. Em janeiro, Washington informou apoio de até US$ 277 milhões em financiamento direto e até US$ 1,3 bilhão em empréstimos para ampliar produção e fabricação de ímãs.

A Serra Verde comercializa o carbono de terras raras com maior valor agregado, diferente de mineradoras que exportam minério bruto. A operação prevê preços mínimos para elementos- chave, proporcionando previsibilidade de caixa para expansão.

A transação prevê venda de 100% da produção da Fase I por 15 anos a uma empresa de propósito específico, com participação de agências governamentais dos EUA e investidores privados, com cláusulas de preço mínimo.

A empresa planeja atingir cerca de 6.400 toneladas anuais de óxidos de terras raras até o fim de 2027, mantendo o ritmo atual de expansão no Brasil. A iniciativa busca posicionar o Brasil como polo relevante na cadeia de terras raras.

STF entra no caso das terras raras

A Rede Sustentabilidade protocolou a ADPF 1320 questionando operações ligadas à exploração em Minaçu (GO). A legenda argumenta que a participação da USA Rare Earth pode transferir controle econômico para grupo estrangeiro.

A ação sustenta que os recursos minerais são da União e a exploração deve atender ao interesse nacional, conforme a Constituição. Requerem documentos e análises sobre impactos tecnológicos e de soberania econômica, além da suspensão de atos questionados.

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