- Sete em cada dez jovens pretendem abrir o próprio negócio nos próximos cinco anos, segundo o estudo Next Generation Brasil, do British Council, que ouviu mais de 3,2 mil pessoas de 16 a 35 anos.
- A motivação é a busca por renda própria e segurança financeira, com 66% temendo não conseguir esse respaldo no futuro.
- A motivação pelo empreendedorismo nasce também da frustração com o trabalho formal: 66% citam salários que não cobrem necessidades básicas e 56% mencionam jornadas excessivas.
- A principal barreira para começar é a falta de capital inicial (63%), seguida de lacunas em gestão e finanças (52%).
- Cursos de curta duração em inteligência artificial, habilidades digitais e gestão financeira aparecem entre as áreas mais desejadas para capacitação.
O estudo Next Generation Brasil, conduzido pelo British Council, aponta que 70% dos jovens brasileiros entre 16 e 35 anos querem abrir o próprio negócio nos próximos cinco anos. Ao mesmo tempo, 66% temem não alcançar segurança financeira. A pesquisa envolve_questionários e grupos focais._ (Nota: manter texto objetivo sem repetições.)
A percepção é de que o empreendedorismo surge como resposta a frustrações com o trabalho formal. Salários abaixo do necessário afetam 66% dos jovens, e 56% citam jornadas longas. Quase um terço aponta ambientes profissionais hostis ou com pouca possibilidade de crescimento.
A partir de agora, exploram-se os fatores que afastam do trabalho formal e os caminhos que os jovens consideram para entrar no mercado. O estudo ouviu mais de 3,2 mil pessoas em todas as regiões do país, buscando refletir diversidade e contexto local.
O que está afastando os jovens do trabalho formal
62% dizem que a segurança financeira é o principal fator para a felicidade, mas mais de um quarto enfrenta dificuldades frequentes para pagar despesas básicas. A constatação aponta um conflito entre desejo de independência e realidades econômicas.
Segundo Bárbara Cagliari Lotierzo, diretora interina de Engajamento Cultural do British Council no Brasil, há um vínculo entre a aspiração empreendedora e a necessidade financeira. Ela destaca a busca por diversificar renda e reduzir dependência de um mercado visto como limitado.
Quase um terço já realiza atividade informal ou renda extra. O movimento indica que a vontade de empreender já está em curso entre os jovens.
Principais barreiras à iniciativa empreendedora
A principal barreira é a falta de capital inicial, citada por 63%. Em seguida, lacunas em gestão e finanças aparecem como entraves para iniciar um negócio.
Especialistas ressaltam que ampliar o acesso a financiamento e fortalecer programas de microcrédito são caminhos importantes. Também é destacado o papel de capacitação e incubação para desenvolver competências de gestão.
Quais habilidades desejadas pela geração
Cursos de curta duração em inteligência artificial aparecem entre as competências mais procuradas (36%), seguidos de habilidades digitais (34%) e gestão financeira (35%). Esses temas refletem a orientação tecnológica da nova geração.
Os resultados do estudo podem orientar políticas públicas e iniciativas privadas. A avaliação sugere que ampliar o acesso a financiamento, ampliar a capacitação e criar ambientes favoráveis ao empreendedorismo são fatores decisivos para transformar o interesse em negócios sustentáveis.
> A conclusão do estudo é que educação conectada ao mundo do trabalho precisa incluir caminhos mais inclusivos. A busca pela segurança financeira e o interesse por novas competências reforçam a necessidade de oportunidades de formação e inserção produtiva.
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