- Setor público consolidado teve déficit primário de R$ 80,676 bilhões em março, diante de 13,588 bilhões de déficit em igual mês de 2025.
- Desagregando: governo central teve déficit de R$ 74,813 bilhões; Estados e municípios, R$ 5,394 bilhões; estatais, R$ 469 milhões.
- Nos últimos doze meses até março, o déficit primário soma R$ 137,107 bilhões, equivalente a 1,06% do Produto Interno Bruto; nos doze meses até fevereiro, era 0,41%.
- O déficit nominal de março chegou a R$ 199,539 bilhões, com a conta de juros de R$ 118,862 bilhões.
- Principal fator apontado foi o pagamento de precatórios, cerca de R$ 68 bilhões, feito em julho de 2025 para calcular o indicador de 12 meses.
O setor público consolidado fechou março com déficit primário de R$ 80,676 bilhões. O governo central registrou déficit de R$ 74,813 bilhões, e estados e municípios somaram R$ 5,394 bilhões. As estatais tiveram déficit de R$ 469 milhões.
Os números, divulgados pelo Banco Central, não incluem Petrobras nem bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa. Em março de 2025, o déficit primário havia sido de R$ 13,588 bilhões, mostra a evolução mensal.
Nos 12 meses até março, o déficit primário foi de R$ 137,107 bilhões, equivalente a 1,06% do PIB. Nos 12 meses até fevereiro, o déficit ficava em 0,41% do PIB. A comparação mostra piora em relação ao mês anterior.
Em termos nominais, o setor público consolidado registrou déficit de R$ 199,539 bilhões em março. AConta de juros somou R$ 118,862 bilhões, contribuindo para o resultado.
Desdobramentos e análise
O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, explicou em coletiva que o déficit de março decorreu principalmente do pagamento de precatórios, próximo a R$ 68 bilhões. Em 2025, esse pagamento ocorreu em julho.
No critério nominal, a despesa com juros elevou o déficit para o nível citado. O indicador acumulado em 12 meses até março leva em conta pagamentos de 2025 e 2026, conforme a divulgação do BC.
O conjunto de entidades incluídas na conta abrange governo central, estados, municípios e estatais, mas continua excluindo Petrobras e bancos estatais, conforme as regras da apuração.
Entre na conversa da comunidade