- A ASA e o Ussec suspenderam preocupação com as investigações da Seção 301 sobre práticas comerciais de países parceiros, temerosos de novas tarifas sobre a soja dos EUA.
- As entidades pedem isenção de futuros reajustes para países com acordos de comércio recíproco com os EUA e manutenção do acesso para Canadá e México.
- Dados de comércio com a China mostram queda acentuada: de US$ 14,5 bilhões exportados em 2016/17 para US$ 4,7 bilhões no início do governo Trump, e de US$ 18,7 bilhões em 2022/23 para US$ 9,9 bilhões em 2024/25.
- Custos de insumos agrícolas estão elevados e os preços da soja caíram, com projeção de perda líquida de US$ 289 por hectare na safra atual; número de falências agrícolas aumentou em 2024.
- As entidades destacam que, com tarifas, EUA ficarão menos competitivos frente Brasil e Argentina no principal mercado mundial, reforçando a necessidade de isenções e de manter o fluxo de comércio.
A ASA, associação que representa produtores de soja em 30 estados, e o Ussec, órgão que atua na promoção de exportações, acompanham de perto as investigações da Seção 301 dos EUA sobre práticas comerciais de parceiros. A preocupação é com novas tarifas que podem reduzir a participação norte-americana no mercado global.
O tema ganha peso após críticas à atuação de políticas comerciais implementadas no governo anterior, com impactos diretos sobre as relações com clientes estratégicos. As entidades destacam que medidas adicionais podem tornar menos competitiva a soja dos EUA frente ao Brasil e à Argentina.
Dados recentes mostram queda nas exportações para a China desde 2016/17, quando os embarques chegaram a US$ 14,5 bilhões, caindo para US$ 4,7 bilhões no 1º mandato de Trump. Já na safra 2022/23, as compras chinesas resultaram em US$ 18,7 bilhões, caindo para US$ 9,9 bilhões em 2024/25.
A Seção 301 pode abrir espaço para isenções ou para a imposição de novas tarifas. As entidades defendem excluir insumos agrícolas essenciais de futuras medidas, além de manter o fluxo de produtos importados de Canadá e México para não prejudicar o setor.
O setor aponta ainda impactos macroeconômicos: a produção de soja envolve US$ 4 bilhões em salários e US$ 80 bilhões em efeitos econômicos, com todo o ciclo ligado a US$ 124 bilhões. O ambiente de custos elevados, com fertilizantes, agrotóxicos, sementes e equipamentos, pressiona margens dos agricultores.
Segundo a ASA e o Ussec, a queda de preços das commodities desde 2022 e o aumento de custos podem levar a prejuízos por hectare na safra atual e a elevação de falências rurais. O período coincide com a pressão por tarifas e restrições que afetam as negociações com clientes internacionais.
Em meio às dificuldades, as entidades recomendam ao governo americano manter o acesso a mercados para produtos canadenses e mexicanos e isentar insumos de futuras ações da Seção 301, buscando manter a competitividade da soja brasileira frente aos EUA no principal mercado mundial.
Paralelamente, a indústria do arroz no Brasil movimentou-se com campanhas de reposicionamento: a Abiarroz planeja direcionar mensagens para ampliar o consumo, com foco em praticidade, equilíbrio nutricional e usos na rotina doméstica, apoiada por chefs, nutricionistas e médicos.
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