- Robert Dunlap, de Houston, 55 anos, foi condenado por fraude postal por enganar quase mil investidores com uma criptomoeda chamada Meta-1 Coin.
- Em julgamento na região norte de Illinois, realizado em 2025, ele foi considerado culpado; no início deste mês recebeu sentença de 23 anos de prisão e foi condenado a pagar restituição.
- Dunlap alegou aos investidores que o ativo tinha lastro de até US$ 1 bilhão em arte e US$ 44 bilhões em ouro, com auditoria alegadamente realizada por uma empresa de contabilidade.
- Documentos falsos e papéis de seguro adulterados escondiam que ele não possuía as obras de arte nem o ouro.
- Ao longo de cinco anos, entre 2018 e 2023, quase mil vítimas perderam mais de US$ 20 milhões.
Um homem de Houston foi condenado a 23 anos de prisão por orquestrar um golpe de criptomoeda que enganou cerca de 1.000 vítimas e excedeu 20 milhões de dólares. A fraude envolveu o ativo digital Meta-1 Coin, apresentado como lastreado por uma coleção de obras de artistas renomados, incluindo Dalí, Van Gogh e Picasso.
Entre 2018 e 2023, Robert Dunlap, 55 anos, afirmou administrar um negócio de criptomoeda que prometia retorno com base em arte e ouro. Segundo a acusação, ele disse que o ouro seria auditado por uma firma de contabilidade, o que era falso, assim como a posse das obras de arte.
A condenação ocorreu em 2025 após júri federal no Distrito Norte de Illinois o considerar culpado de fraude postal. A sentença foi proferida pela juíza federal LaShonda A. Hunt, com imposição de restituição aos prejudicados.
A Procuradoria destacou que Dunlap vendeu a Meta-1 Coin como instrumento de investimento seguro, com possibilidade de resgates a qualquer momento por meio da troca por outras criptomoedas ou moedas tradicionais. Documentos falsos ocultavam a inexistência de arte ou ouro.
A investigação identificou que documentos falsos, seguros e outros papéis fraudulentos foram usados para encobrir a fraude. O caso foi acompanhado pela Receita Federal de Chicago e pelo FBI, com atuação conjunta das autoridades.
De acordo com autoridades, o crime não envolveu apenas perdas financeiras, mas também a confiança de investidores que trabalharam por anos para acumular economias. A pena de 23 anos demonstra a gravidade do esquema e serve de alerta.
As investigações ressaltam que, apesar de promessas de alto retorno, o empreendimento não possuía lastro real. As autoridades destacam que casos semelhantes são tratados com rigor pela Justiça e que reincidências devem ter resposta penal proporcional.
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