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UBS revisa projeções após Copom, mantendo real forte e janela de juros

UBS BB recua ritmo de cortes da Selic para 0,25 p.p. em junho e agosto, petróleo alto; mantém real como principal aposta e juros longos atrativos

Logo do UBS em escritório do banco, em Zurique, na Suíça
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  • O UBS BB recalibra as projeções, esperando cortes de 0,25 ponto na Selic em junho e agosto, em vez dos 0,50 pontos antes previstos, devido ao petróleo alto.
  • Mantém o real como principal aposta na região e mora na vantagem de juros longos brasileiros.
  • Para setembro, projeta queda de 0,50 ponto, mas afirma que o total de cortes dependerá da evolução fiscal e da inflação, especialmente com as eleições de outubro.
  • Com a taxa real em torno de 10% ao ano e a neutra estimada em 6%, o banco considera a política monetária ainda bastante restritiva, o que sustenta espaço para cortes graduais.
  • O Copom sinaliza flexibilidade para ajustar velocidade e tamanho do ciclo; o UBS BB vê janela favorável para juros longos e mantém posição comprada em títulos de 10 anos.

O UBS BB revisou suas projeções para os próximos meses, destacando redução gradual nos cortes da Selic após o BC reduzir a taxa em 0,25 ponto. A instituição reforça cautela sobre o ritmo dos próximos movimentos.

A instituição passou a esperar quedas de 0,25 ponto em junho e agosto, em vez de 0,50 ponto. O novo ajuste reflete o preço do petróleo, que sustenta a avaliação de cortes mais moderados enquanto não haja recuo consistente.

Para setembro, o UBS BB ainda prevê redução de 0,50 ponto, mas alerta que o total de cortes dependerá da evolução fiscal e da inflação, diante das eleições de outubro.

Real forte e oportunidade em juros

O Copom sinalizou que pode ajustar tanto a velocidade quanto o tamanho do ciclo de afrouxamento, conforme evolução da economia e da inflação.

O UBS BB mantém o real como principal aposta na região, diante de um BC cauteloso e petróleo em alta. A moeda é favorável pela combinação de cenário externo e perfil exportador do Brasil.

Nos títulos longos, a instituição segue com posição comprada em papéis de 10 anos, argumentando que juros longos permanecem atrativos, com risco fiscal de curto prazo limitado e foco nas eleições de 2026.

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