- Mark Zuckerberg disse que as demissões em massa da Meta vão ocorrer por causa de investimentos em inteligência artificial e disse que o foco em IA pode reduzir o espaço para outras áreas da empresa.
- A empresa planeja demitir cerca de dez por cento da força de trabalho em vinte de maio, com cortes adicionais previstos para o segundo semestre.
- Segundo o CEO, os cortes não estão ligados à reorganização em torno de uma estrutura nativa de IA nem aos esforços para criar agentes de IA autônomos.
- Funcionários manifestaram oposição ao tema em fórum interno, após a empresa manter silêncio sobre as demissões até serem reportadas pela Reuters.
- Zuckerberg afirmou que ainda não há um plano claro para os próximos anos e que a Meta poderá compartilhar mais informações em breve.
Mark Zuckerberg vincula demissões em massa da Meta ao investimento recente em IA e sinaliza possibilidade de novos cortes no segundo semestre. Anúncio ocorreu durante reunião com funcionários na quinta-feira, 30 de abril, em contexto de reorganização orientada por IA.
Segundo o CEO, a Meta tem dois grandes centros de custo: infraestrutura de computação e custos com pessoas. O raciocínio é que elevar investimentos em uma área reduz a disponibilidade de capital para a outra, exigindo diminuir o tamanho da empresa de forma geral.
Os cortes não estariam ligados à reorganização para uma estrutura nativa de IA nem aos esforços para desenvolver agentes de IA capazes de executar tarefas de forma autônoma, afirmou Zuckerberg. Em meio ao silêncio da empresa sobre demissões, surgiram críticas de funcionários nas redes internas.
O tema gerou burburinho interno, com relatos de protestos de funcionários no fórum da empresa. Paralelamente, circulou a notícia sobre uma nova iniciativa de rastreamento de movimentos, cliques e pressionamentos de teclas para treinar IA, que também incomodou equipes.
Zuckerberg minimizou o impacto direto dessas ferramentas sobre o corte de pessoal, destacando que a evolução dessas iniciativas ainda está em curso e que novidades devem surgir em breve. A sessão foi a primeira aparição direta do executivo sobre o tema desde a primeira reportagem da Reuters, em março.
A Meta já tinha informado planos de demitir cerca de 10% de sua força de trabalho em 20 de maio, com novas reduções previstas para o segundo semestre. Executivos confirmaram os cortes, mas evitaram detalhar outros passos além daquele cronograma.
O executivo reforçou que não há bola de cristal para prever a evolução dos planos nos próximos anos e que as mudanças dependem de como as iniciativas de IA avançarem. A empresa não divulgou prazos adicionais ou critérios para futuras demissões.
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