- Maio é visto como um mês seletivo para criptomoedas, com o Bitcoin próximo de US$ 80 mil e cautela macroeconômica em jogo.
- Hyperliquid (HYPE) é considerada uma das apostas mais fortes, por usar real e gerar receita, com foco em derivativos descentralizados e melhorias de liquidez.
- Render (RNDR) e Bittensor (TAO) aparecem como teses de IA e infraestrutura descentralizada, conectando inteligência artificial e blockchain.
- Ondo Finance (ONDO) é apontada pela tokenização de ativos reais, incluindo avanços na tokenização de ETFs da Franklin Templeton e busca por clareza regulatória.
- Além disso, Chainlink, Sui, NEAR, Uniswap e Avalanche aparecem como opções relevantes, com BTC, ETH e Solana permanecendo como pilares do mês.
Maio começa com o mercado de criptomoedas em fase de recuperação, mas sem definição clara de tendência. Analistas apontam que o setor segue seletivo, com o BTC tentando manter a zona próxima aos US$ 80 mil e o apetite por risco ainda moderado.
Especialistas destacam que a performance depende de narrativas específicas além do Bitcoin. Em meio a incertezas geopolíticas, o foco recai sobre IA, tokenização de ativos reais e infraestrutura de mercado, com visões diversas sobre o impulso necessário para altcoins.
Entre as apostas para maio, aparecem projetos com uso concreto e fundamentos sólidos, além de referências históricas ao BTC, ETH e Solana como pilares do ciclo. A avaliação mira ganhos graduais, sob cautela com o cenário macro e regulatório.
Hyperliquid (HYPE)
A Hyperliquid surge como uma das apostas mais fortes para maio. A exchange descentralizada de derivativos ganha créditos pela utilidade prática, geração de receita e resiliência em volatilidade. O ativo é visto como exceção em ambiente desafiador.
Analistas destacam que o modelo de negócios é menos sensível à direção do mercado e mais à volatilidade, o que pode beneficiar o protocolo em diferentes cenários. O roadmap para o segundo trimestre inclui expansão de pares e melhorias de liquidez.
Mercado Bitcoin aponta que a Hyperliquid cresce no nicho de derivativos, competindo com plataformas centralizadas e descentralizadas. A Coinext reforça que o ativo já mostrou valorização em correções de mercado, fortalecendo a tese de crescimento.
Render (RNDR) e Bittensor (TAO)
Projetos de IA continuam entre as principais atenções para maio. Render e Bittensor são citados pela infraestrutura descentralizada que conecta IA e cripto, ganhando relevância com maior demanda por computação e serviços descentralizados.
A Render é apontada como infraestrutura para renderização, IA e metaverso, com potencial de impulso pela adoção institucional. A Foxbit destaca a relevância do RNDR em cenários de inovação tecnológica.
A Coinext aponta a Bittensor como exemplo direto de convergência entre IA e blockchain, com mercado descentralizado para modelos de aprendizado. O ecossistema tem subnets ativas e receita considerável no início de 2026, segundo dados da casa.
Ondo Finance (ONDO)
A Ondo Finance figura entre as apostas da narrativa de tokenização de ativos reais. Sua proposta facilita a passagem de ativos do mundo tradicional para a blockchain, atraindo participação institucional.
Analistas ressaltam avanços na tokenização de ETFs da Franklin Templeton e a busca por clareza regulatória junto à SEC. A Ondo é vista como ponte entre finanças tradicionais e DeFi, com foco em Ethereum.
A tese é de que produtos tradicionais migram para infraestruturas on-chain, ampliando demanda por plataformas que conectem mercados. A Ondo é citada como uma das opções mais próximas desse movimento.
Outras criptomoedas para ficar de olho
Chainlink é destacada como infraestrutura essencial para tokenização e interoperabilidade. A rede conecta contratos a dados do mundo real, com ganho recente em CCIP e ativos tokenizados.
Sui recebe menção por possível catalisador regulatório com contratos futuros da CME e expansão de produtos nos EUA. A rede também lançou a USDsui, sua stablecoin nativa.
NEAR aparece pela combinação de alto desempenho, IA e recursos de privacidade no DeFi, incluindo Confidential Intents. A rede também tem foco em atração de desenvolvedores.
Uniswap é citada pela Foxbit como retorno da narrativa DeFi, dada a liderança como maior exchange descentralizada. Espera-se beneficiamento com maior volume on-chain.
Avalanche é destacada pelo MB por velocidade, escalabilidade e uso de AVAX em DeFi, jogos e NFTs, com potencial de ampliação de demanda.
Bitcoin, Ethereum e Solana
Apesar das apostas, BTC, ETH e Solana continuam como pilares de maio. O Bitcoin permanece o principal termômetro, com resistência próxima aos US$ 80 mil e variações alinhadas ao humor do mercado.
O Ethereum é visto como infraestrutura institucional essencial, com papel em tokenização, stablecoins e finanças on-chain. O ETH pode capitalizar a rotação de capital após o BTC.
Solana aparece como candidata a captar fluxo em cenários de maior apetite por risco, com forte presença em varejo, pagamentos, redes sociais e jogos. A possibilidade de ETF à vista nos EUA também é mencionada como fator de demanda.
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