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Agrishow registra queda de vendas pela primeira vez em 11 anos

Agrishow registra queda de vinte e cinco por cento nas intenções de negócios, a primeira em onze anos, com 11,4 bilhões e sem projeção de faturamento inicial

Visitantes caminham em rua da Agrishow, em Ribeirão Preto, no interior paulista
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  • A Agrishow registrou 11,4 bilhões de intenções de negócios neste ano, queda de 25% em relação a 2025 (R$ 15,2 bilhões).
  • É a segunda vez, em 31 anos, que a feira sofre queda nominal; o último recuo foi em 2015, com queda de 30%.
  • O Banco do Brasil projetou inicialmente 3 bilhões em propostas, valor que acabou sendo superado, com investimentos previstos em máquinas, armazenagem, irrigação, tecnologia e custeio.
  • O público atingiu cerca de 197 mil visitantes entre segunda e sexta-feira, mantendo a Agrishow como vitrine do agronegócio brasileiro.
  • Destaques de expositores: Tritucap vendeu 31 máquinas e tem 27 negociações avançadas, enquanto a XCMG Brasil teve alta de até 10% nas negociações; a Herbicat registrou mais de 300 contatos de interessados.

A Agrishow, principal feira do agronegócio no Brasil, encerrou a edição deste ano com queda nas intenções de negócios pela primeira vez em 11 anos. Foram registradas 11,4 bilhões de reais, ante 15,2 bilhões em 2025, já ajustado pela inflação.

A temporada contou com 800 marcas expostas em Ribeirão Preto (SP). Mesmo diante do recuo, a feira manteve relevância como vitrine do setor, com 197 mil visitantes entre os dias de abertura e encerramento.

A organização afirmou que o resultado reflete incertezas econômicas e políticas, além de comparações com outras feiras do agro. A edição anterior havia registrado altas, o que amplia o contraste com este ano.

Desempenho financeiro e projeções

O Banco do Brasil, principal participante financeiro, abriu a feira prevendo 3 bilhões de reais em propostas, queda frente aos 4,75 bilhões de 2025. Após o evento, a instituição divulgou que superou a meta inicial.

Apesar do recuo agregado, algumas empresas atingiram metas durante o evento. A Tritucap, de Sertãozinho (SP), retornou à Agrishow após sete anos e abriu negociações de alto volume para erradicação sustentável de lavouras de café.

A XCMG Brasil reportou aumento de até 10% nas negociações, com lançamentos de dois tratores agrícolas e um modelo sobre esteiras. Essas novidades contribuíram para a presença internacional na feira.

Análise dos setores e perspectivas

A Abimaq aponta que o recuo envolve fatores como juros altos, variação cambial e preços de commodities. Em março houve alta de vendas do setor, mas o primeiro trimestre mostrou fraqueza em tratores e colheitadeiras.

As vendas de tratores no primeiro trimestre diminuíram 8,64% frente ao mesmo período de 2025. Já as colheitadeiras recuaram 40,6%, em linha com o cenário mais desafiador para máquinas pesadas.

Algumas empresas sinalizam oportunidades para o pós-feira, como a Herbicat, que acumulou mais de 300 contatos e avalia que até 20% podem resultar em negócios após o evento. A percepção é de que preços mais atrativos estimulam investimentos.

Contexto regional e participação institucional

Além da Abimaq, a Agrishow é organizada por Abag, Anda, Faesp e SRB. O conjunto das entidades reforça a atuação do País no agronegócio e a continuidade de investimentos em tecnologia e custeio.

O tom geral indica que, mesmo com a queda de faturamento, a feira segue como referência para lançamentos de máquinas e soluções para o campo, mantendo o papel de vitrine do agro brasileiro.

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