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Analistas projetam petróleo acima de US$ 200 por barril a partir de junho

Bloqueio do Estreito de Hormuz ameaça estoques globais e pode levar o petróleo a US$ 200 por barril, pressionando indústria e elevando risco de recessão

Navio petroleiro com bandeira indiana descarrega petróleo bruto em terminal marítimo após atravessar o Estreito de Hormuz
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  • Analistas alertam que o bloqueio do Estreito de Hormuz pode reduzir estoques globais e levar os preços do petróleo a US$ 200 por barril a partir de junho.
  • O mercado já precifica um conflito mais longo após o presidente Donald Trump sugerir que o bloqueio pode “continuar por meses”.
  • Estoques globais de petróleo, gasolina, diesel e combustível de aviação devem ficar críticos até o fim de maio, com alta de preços esperada.
  • O Brent chegou a mais de US$ 126 por barril nesta semana; caso a guerra persista, pode subir para entre US$ 150 e US$ 200, com risco de recessão para economias.
  • Nos EUA, estoques de gasolina caíram para 222 milhões de barris em 24 de abril, enquanto a temporada de verão se aproxima e as liberações da reserva estratégica seguem em vigor.

O preço do petróleo pode chegar a US$ 200 por barril a partir de junho, segundo analistas, em meio ao bloqueio prolongado do Estreito de Hormuz. O cenário é visto como ameaça aos estoques globais da commodity.

Líderes de mercado apontam que o conflito pode levar a uma redução drástica dos estoques de petróleo bruto, gasolina, diesel e combustível de aviação já até o fim de maio. A expectativa é de alta rápida de preços conforme a oferta se estreita.

O alerta vem de operadores de mercado que acompanham o impacto de um bloqueio contínuo. O diretor de pesquisa de uma das maiores corretoras afirmou que não há meses para tolerar interrupções, sob pena de forte aperto econômico.

Analistas de consultorias destacam que, caso o conflito se arraste até junho, a reprecificação poderá se intensificar. Em cenário extremo, o preço do Brent pode chegar entre US$ 150 e US$ 200 por barril.

O Brent atingiu recentemente picos de curto prazo acima de US$ 126 por barril, antes de recuar. A volatilidade persiste à medida que contratos de junho passam a expirar. Coletivos de mercado permanecem cautelosos.

Especialistas ressaltam que a possibilidade de uma guerra prolongada muda o humor do mercado. Se o bloqueio se estender por maio, há risco de superar máximas de 2022, quando os preços já ultrapassaram US$ 140.

A situação é acompanhada pela leitura de estoques dos EUA. Dados da EIA indicam queda nos estoques de gasolina para o menor nível sazonal em mais de uma década. A produção de refinarias vem sendo ajustada para priorizar combustíveis essenciais.

O desempenho de curto prazo depende da evolução do Estreito de Hormuz e das respostas políticas. Mesmo com liberações da reserva estratégica, o mercado teme interrupções maiores e impactos na demanda global.

Autoridades econômicas destacam que, com a aproximação da temporada de verão, o consumo pode sentir o aperto. Analistas têm mantido postura de cautela frente a cenários de curto e médio prazo.

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