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Bolívia estimula turismo entre Cochabamba e Salar de Uyuni para reanimar economia

Novo governo boliviano eleva o turismo a ministério e mira 2,6 milhões de visitantes e US$ 3 bilhões em receita até 2030, apesar da conectividade aérea limitada

Superfície do Salar de Uyuni, maior deserto de sal do mundo (Foto: Marcelo Perez del Carpio/Bloomberg)
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  • O governo da Bolívia quer estimular o turismo para reanimar a economia, com meta de 2,6 milhões de visitantes e US$ 3 bilhões em receita até 2030.
  • Em 2023, o país recebeu 1,1 milhão de visitantes estrangeiros e US$ 854 milhões em receita de turismo, contribuindo com pouco menos de 5% do PIB.
  • O turismo foi elevado a ministério, com aposta de curto prazo para diversificar a economia e aumentar a participação do setor na produção.
  • O principal desafio é a conectividade aérea; o governo pretende abrir os céus, permitir companhias estrangeiras e ampliar a infraestrutura de transporte.
  • A proposta inclui expansão do aeroporto de Santa Cruz, em parceria com a canadense Aecon Group, para transformar o local em centro regional.

O governo da Bolívia aposta no turismo para impulsionar a economia, buscando diversificar a matriz produtiva. A meta é elevar a demanda externa e a renda do setor, com o turismo recebendo atenção equivalente a setores tradicionais como mineração.

A administração de Luis Arce, substituída pela gestão atual, manteve o impulso iniciado após a mudança de governo. O objetivo é aumentar a entrada de visitantes estrangeiros para 2,6 milhões e gerar US$ 3 bilhões em receita até 2030, elevando a participação do turismo no PIB de 5% para 7%.

O país tem como atrativos o Salar de Uyuni, montanhas, florestas tropicais e sítios históricos que remontam a assentamentos incas e a cidades missionárias jesuítas. Também destaca a velha mina de prata que ainda está em operação há 500 anos.

Para 2023, o turismo movimentou US$ 854 milhões e recebeu cerca de 1,1 milhão de visitantes estrangeiros, segundo dados oficiais. A projeção é de crescimento gradual com políticas de incentivo ao setor.

Desafios e estratégias

O governo elevou o turismo a ministério pleno e promete uma política de céus abertos para melhorar conectividade. Além disso, negocia com a Aecon Group para ampliar o aeroporto de Santa Cruz e transformá-lo em um centro regional.

Analistas alertam que o desenvolvimento depende de investimentos em infraestrutura hoteleira e transporte, além de ampliar a conectividade aérea, maior desafio atual. O setor aéreo é visto como gargalo importante para aumentar o fluxo de passageiros.

O vice-ministério do Turismo ressalta que as mudanças podem levar tempo, mas o governo acredita que, ao abrir voos e melhorar serviços, o turismo pode se tornar solução rápida para a economia. O foco permanece na diversificação econômica.

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