- Celina Leão, governadora do Distrito Federal, reuniu‑se com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e afirmou que há soluções técnicas para o BRB, buscando aval da União para captação via Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 6,6 bilhões.
- O GDF enviou ao Ministério da Fazenda o pedido oficial para obter o aval do Tesouro Nacional e prontamente prepara os documentos necessários para autorizar a garantia.
- A rapidez depende da resposta do governo federal; hoje, a nota de Capacidade de Pagamento do Distrito Federal é C, dificultando a liberação de garantias.
- O BRB está correndo contra o tempo para apresentar o balanço consolidado de 2025 até 29 de maio e realiza um aumento de capital que pode chegar a R$ 8,8 bilhões, com o GDF detendo 53,71% das ações.
- Rebaixamentos de rating (S&P, Moody’s e Fitch) aumentam o custo de captação e elevam o desafio de manter liquidez e confiança do mercado.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, reuniu-se com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir medidas que podem abrir caminho para a recuperação do BRB. O encontro também contou com o secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, e o presidente do BRB, Nelson de Souza.
Após a reunião, Celina avaliou o encontro como positivo, afirmando que há soluções técnicas para o momento e assegurou que correntistas do BRB não devem se preocupar. Ela também disse que o BC poderá contar com garantias para buscar soluções.
A dupla informou que aguarda resposta do Tesouro Nacional sobre documentos necessários para a possível garantia. O GDF já enviou ao Ministério da Fazenda um pedido de aval para captação junto ao FGC, no valor estimado em 6,6 bilhões de reais.
Captação de recursos e FGC
O objetivo é obter empréstimo com o aval da União para reforçar a liquidez do BRB. O governo federal ainda não respondeu, o que pode atrasar o andamento do processo de capitalização. A classificação de risco do DF dificulta a obtenção de garantias.
O GDF descreve no ofício encaminhado ao Ministério da Fazenda as fraudes associadas ao caso Master, liquidado pelo BC, com impactos sobre a geração de caixa e a liquidez do BRB. O texto cita necessidade de reforço de provisões.
Balanço, capitalização e venda de ações
O BRB precisa divulgar o balanço consolidado de 2025 até 29 de maio, prazo estabelecido pelo BC. Enquanto isso, o banco realiza um processo de aumento de capital que pode chegar a 8,8 bilhões de reais.
Desde 22 de abril, acionistas possuem direito de preferência na compra de novas ações. O Governo do Distrito Federal detém 53,71% da instituição e precisará manter a sua participação com os novos papéis.
Rebaixamentos e contexto de mercado
A percepção de risco do BRB foi reduzida por derradeiros rebaixamentos: entre março e abril, a instituição recebeu avaliações de risco consideradas especulativas. Analistas destacam impacto direto no custo de captação e na credibilidade junto a investidores.
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