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Comércio entre Colômbia e Equador recua com guerra tarifária, dizem empresários

Tarifas de até 100% entram em vigor, reduzindo o fluxo de mercadorias entre Colômbia e Equador e elevando o risco de desemprego na região fronteiriça

O presidente do Equador, Daniel Noboa — Foto: Vicente Gaibor/Bloomberg
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  • O comércio entre Colômbia e Equador caiu, com o fluxo de mercadorias na fronteira ficando mais fraco diante da guerra tarifária.
  • Nesta sexta-feira, entrou em vigor uma tarifa de 100% anunciada pelo presidente equatoriano, Daniel Noboa, sem detalhar quais produtos colombianos foram atingidos; a Colômbia adotou tarifas diferenciadas de 35%, 50% e 75% sobre cerca de duzentos produtos equatorianos.
  • Noboa justificou as medidas por déficit comercial e suposto fracasso do Equador no combate ao tráfico de drogas na fronteira; o presidente colombiano Gustavo Petro contesta as acusações.
  • O governo de Bogotá disse que a resposta busca limitar o impacto das tarifas sobre a economia colombiana; trabalhadores e transporte na região já relatam retração no movimento de mercadorias.
  • Na fronteira, o número de caminhões que atravessam a ponte Rumichaca caiu de normalmente até cento e cinquenta para cerca de cinco na sexta-feira; a situação gera alerta sobre desemprego e possível aumento do contrabando. O Equador registrou, em fevereiro e março, superávit comercial com a Colômbia de US$ 62,9 milhões, ante déficit de US$ 146 milhões no mesmo período de 2025.

O comércio entre Colômbia e Equador se retrai, conforme relatos de grupos empresariais da fronteira. A nova rodada de tarifas elevadas começou nesta semana, reduzindo o fluxo de mercadorias entre os dois países.

O governo equatoriano, sob o comando de Daniel Noboa, voltou a aumentar tarifas, com atraso na divulgação de quais itens colombianos foram atingidos. Em resposta, o governo colombiano, liderado por Gustavo Petro, formalizou tarifas diferenciadas de 35%, 50% e 75% sobre cerca de 190 produtos equatorianos.

A medida equatoriana, anunciada originalmente em fevereiro, busca enfrentar déficit comercial e acusações de falhas no combate ao tráfico ao longo da fronteira de 586 km. Petro contesta as alegações de Noboa.

O Ministério do Comércio da Colômbia descreveu a resposta como equilíbrio para reduzir o impacto das tarifas sobre a economia colombiana. Na prática, a diferença de treatment entre os dois lados aumenta a tensão comercial na região.

Em Rumichaca, a Ponte Internacional, a circulação de caminhões caiu de forma expressiva. Antes, até 150 veículos aguardavam passagem; na sexta, havia apenas cerca de cinco veículos, segundo lideranças locais.

Autoridades chilenas? Não se aplica. (Este parágrafo foi removido para manter foco informativo.)

Analistas de câmbio e comércio dizem que a medida equatoriana impacta empregos locais e força o contrabando como alternativa. Comércio acordado entre as partes já enfrenta alterações, com efeitos diretos no transporte de mercadorias.

A assessoria de Noboa não respondeu a pedidos de comentário. O governo do Equador informou que as novas tarifas ajudaram a gerar superávit na balança com a Colômbia, pela primeira vez na história, registrando US$ 62,9 milhões em fevereiro e março, ante déficit de US$ 146 milhões no mesmo período de 2025.

O diretor da Câmara de Comércio de Ipiales, na Colômbia, aponta divergência entre a visão do lado equatoriano e a realidade na fronteira. Entre os agentes, há preocupação de que as medidas dificultem a exportação de itens equatorianos e agravem o desemprego local.

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