- Pergunta central: a estabilidade do fantoche na liderança faz você bater metas e manter o cargo, mas pode afastar quem você poderia ser como líder.
- O risco é visto como inimigo: ideias são bem-vindas até exigir orçamento ou impactar o lucro de curto prazo, aí o entusiasmo some.
- Foco no curto prazo manda no comportamento: gestão de percepção vira prioridade e projetos transformadores ficam para depois.
- Legado não é discurso: é agir hoje para que, no futuro, alguém reconheça; viver só de resultados trimestrais impede construção de valor real.
- Chamado à ação: questione o funil de inovação, a liderança e a cultura; decida quem você quer ser dentro do sistema.
No texto assinado por Eduardo Paraske, co-fundador da consultoria de inovação 16 01, o autor questiona o que distingue estabilidade real de estabilidade de fantoche nas organizações. O alvo é entender como práticas de governança afetam a coragem de inovar e o legado.
O artigo explora a relação entre metas de curto prazo, bônus e continuidade de cargos, destacando como a aversão ao risco pode frear iniciativas transformadoras. O autor cita comportamento humano e estudos de economia comportamental para explicar por que o medo de perder pesa mais que o desejo de ganhar.
Existe uma crítica ao efeito rebote do foco no próximo trimestre, que, segundo o texto, favorece gestão de percepção sobre construção de valor de longo prazo. O argumento central é que esse viés atrasa decisões estratégicas e reforça o status quo.
A estabilidade do fantoche
O texto explica que a estabilidade do fantoche ocorre quando o líder bate metas, recebe bônus e mantém o cargo, enquanto se distancia de um caminho mais visionário. O autor aponta que a pressão por resultados imediatos prende a liderança a escolhas conservadoras.
Defender projetos com retorno não imediato é visto como desafiar o sistema, ainda que necessário para desenvolver capacidade organizacional. O texto sugere empoderar equipes, testar, errar rápido e aprender, mesmo que haja oscilações de números.
O autor ressalta que patamares de curto prazo podem impedir o futuro da organização, gerando atraso competitivo e perda de talentos. Segundo Paraske, é preciso questionar o funil de inovação e a cultura para evitar a repetição de erros do passado.
Sobre o autor
Eduardo Paraske é co-fundador da consultoria 16 01, com mais de 20 anos de experiência em multinacionais, atuando em marketing, inovação e gestão de marcas. Ele também produz o canal Elefante Limonada, que discute inovação de forma acessível.
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