- O país voltou a registrar retrocessos nas metas de saúde e bem‑estar (ODS 3) e de trabalho decente (ODS 8), segundo avaliação do IPEA.
- Em 2025, o Brasil registrou mais de 540 mil afastamentos por transtornos mentais, com fatores de risco como assédio, burnout, jornadas longas e medo do desemprego; mulheres e grupos raciais são mais afetados.
- A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 tornou obrigatória a avaliação de riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos, ampliando a responsabilidade das empresas.
- Dados do IBGE indicam que cerca de 12% das pessoas trabalhadoras vivem em domicílios pobres, com renda insuficiente atingindo desproporcionalmente pretas, pardas, mulheres e crianças.
- O Pacto Global da ONU, pela Rede Brasil, lançou a Ambição 2030, com iniciativas como Mente em Foco e Salário Digno para promover ambientes de trabalho seguros e remuneração adequada.
Desde 1924, o Dia do Trabalho celebra lutas por melhores condições laborais, mas o cenário atual aponta retrocessos. Modelos híbridos, pejotização e a chamada “glamourização” do empreendedorismo ganham espaço. Ao mesmo tempo, a Quarta Revolução Industrial avança com IA, IoT e robotização.
O tema do futuro do trabalho envolve o conceito de trabalho decente, promovido pela OIT desde 1999, com foco em condições seguras e rendimentos adequados. Dados recentes indicam que, no Brasil, a saúde mental mudou com a pandemia, elevando afastamentos por transtornos mentais.
Contexto e metas
O IPEA aponta retrocesso na meta 3.4 do ODS 3, Saúde e Bem-Estar. A atualização da NR1 tornou obrigatória a avaliação de riscos psicossociais no PGR, ampliando a responsabilidade das empresas. Medidas buscam reduzir danos e promover ambientes de trabalho mais saudáveis.
A remuneração também aparece como questão central. O salário digno deve orientar políticas salariais, pois o salário mínimo isoladamente não garante vida digna. Pesquisas indicam renda insuficiente para cobrir necessidades básicas em parte da população.
Desafios e impactos
Dados do IBGE indicam que, mesmo com avanço contra pobreza, cerca de 12% dos trabalhadores vivem em domicílios pobres. A desigualdade afeta especialmente pretos, pardos, mulheres e crianças, ampliando vulnerabilidades no mercado de trabalho.
O Brasil também recuou na meta do ODS 8, que trata de Trabalho Decente e Crescimento Econômico. Desigualdades de gênero e raça persistem e influenciam contratos e remuneração. As discussões sobre o futuro do trabalho precisam enfrentar esses pilares.
Iniciativas públicas e privadas
Frente a esse cenário, o Pacto Global da ONU, por meio da Rede Brasil, lançou a Ambição 2030. Entre ações apresentadas, destacam-se movimentos como Mente em Foco e Salário Digno, que incentivam ambientes de trabalho seguros, saudáveis e com remuneração adequada.
Analistas apontam que a colaboração entre governo, empresas e sociedade é essencial para avançar a agenda de trabalho decente. O debate envolve governança, fiscalização e adesão a padrões internacionais de proteção ao trabalhador.
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