- O Fórum Econômico Mundial aponta que a IA deve transformar cerca de 22% das ocupações até 2030, com 170 milhões de novos empregos e 92 milhões de funções tradicionais deixando de existir.
- No Brasil, vagas que exigem conhecimento em IA quadruplicaram entre 2021 e 2024, de 19 mil para 73 mil, com tecnologia, dados, cibersegurança e sustentabilidade liderando o crescimento.
- O risco real hoje é ser superado por profissionais que sabem colaborar com a IA, não apenas pela automação de processos.
- O porta-voz Dhiego Soares diz que as empresas estão reestruturando processos para usar a IA como aliada, e não apenas como ferramenta de automação, criando o conceito de “profissional aumentado”.
- Entre as profissões ameaçadas até 2030 estão caixas e bilheteiros, auxiliares de registro, impressão, contabilidade, atendentes de transporte, digitadores e designers gráficos; especialistas ressaltam a necessidade de reinventar formação com foco em IA, dados e metodologias ágeis.
O Fórum Econômico Mundial projeta que a Inteligência Artificial deve transformar cerca de 22% das ocupações globais até 2030, com a criação de aproximadamente 170 milhões de empregos. Ainda segundo o estudo, 92 milhões de funções tradicionais devem deixar de existir, em razão da automação e da mudança de processos.
No Brasil, a PwC aponta um impacto significativo no mercado de trabalho. Vagas que exigem conhecimento em IA passaram de 19 mil em 2021 para 73 mil em 2024, acompanhando a expansão em áreas como tecnologia, dados, cibersegurança e sustentabilidade.
Especialistas destacam que o risco real não é a substituição direta de pessoas por máquinas, e sim a competição com profissionais que dominem a colaboração entre o intelecto humano e a IA. O mercado passa a valorizar quem utiliza a IA para potencializar o desempenho.
Profissões ameaçadas
Principais ocupações com maior risco até 2030, segundo o estudo, incluem caixas, auxiliares de registro e controle de estoque, trabalhos de impressão, acessoria contábil, atendentes de transporte, caixas de banco, digitadores e designers gráficos.
- Caixas e bilheteiros
- Auxiliares de registro de materiais e controle de estoque
- Trabalhadores de impressão e ofícios relacionados
- Auxiliares de contabilidade, escrituração e folha de pagamento
- Atendentes e cobradores de transporte
- Caixas de banco e auxiliares relacionados
- Digitadores
- Designers gráficos
Formação precisa ser reinventada
Especialistas ressaltam que as instituições de ensino devem promover mudanças curriculares para preparar profissionais. Não basta ensinar tecnologia; é preciso desenvolver pensamento crítico e resolução de problemas com IA.
O foco é formação prática aliada a conhecimento tecnológico. O mercado exige profissionais que atuem com IA, análise de dados e metodologias ágeis. A teoria continua relevante, mas a prática define o perfil desejado.
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