- Meta demitirá cerca de oito mil funcionários, aproximadamente dez por cento da equipe, a partir de vinte de maio, e fechará cerca de seis mil vagas, com investimento em IA entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões neste ano.
- Microsoft abriu programa de demissão voluntária para cerca de sete por cento da força nos Estados Unidos, atingindo oito mil trabalhadores, com investimentos previstos em IA de cerca de US$ 190 bilhões em 2026.
- O movimento acontece em meio a cortes em outras gigantes de tecnologia, como Amazon e Oracle, além de reformulações estratégicas citadas por executivos do setor.
- Em prática interna, a Meta instalou softwares para coletar dados comportamentais de funcionários com o objetivo de treinar modelos de IA, o que tem gerado debates sobre privacidade.
- Especialistas destacam que os cortes refletem automação e busca por eficiência, gerando pressão por produtividade e risco de burnout entre quem permanece.
O que aconteceu: Meta e Microsoft anunciaram cortes significativos de funcionários ao mesmo tempo em que investem pesado em IA. Na Meta, cerca de 8 mil demissões devem ocorrer a partir de 20 de maio, além do fechamento de 6 mil vagas. A companhia planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em IA neste ano.
A Microsoft abriu programa de demissão voluntária nos EUA para aproximadamente 7% da força, envolvendo 8 mil de cerca de 125 mil empregados. A empresa projeta investimentos em IA de cerca de US$ 190 bilhões para 2026, alta de 61% frente a 2025.
Quem está envolvido: as ações atingem Meta e Microsoft, duas gigantes de tecnologia. Ainda no setor, Amazon e Oracle também anunciaram cortes expressivos nos últimos meses, ampliando o panorama de reestruturações no segmento.
Quando e onde: os anúncios foram feitos na última semana. As demissões da Meta começam em 20 de maio. Os cortes ocorrem globalmente, com foco nos EUA para a Microsoft, em um momento de ajustes estratégicos no setor de tecnologia.
Por quê: as decisões estão associadas a investimentos massivos em IA e à busca por eficiência financeira. Analistas veem o movimento como parte de uma transformação digital que reduz custos enquanto impulsiona ganhos com tecnologia.
Treinamento involuntário
A Meta informou a instalação de software nos computadores de funcionários americanos para coletar dados comportamentais com o objetivo de treinar modelos de IA. A prática levanta questões sobre LGPD e normas trabalhistas, segundo especialistas.
A ANPD comenta que o uso de dados para treinamento depende de condições de legitimidade. A autoridade lembra que já atuou em casos que violavam a privacidade, mas não no contexto trabalhista. A aplicação das regras trabalhistas e de proteção de dados exige cautela.
Outro lado
Funcionários demitidos ou em posição de ajuste veem o cenário como inseguro. Ex-funcionário da Oracle diz que cortes ocorreram de forma gradual desde 2025, com 30 mil demissões globais na empresa. O relato aponta que mudanças foram estratégicas, não apenas por IA.
Efeitos colaterais
Especialista aponta que a pressão sobre quem permanecer pode aumentar. O uso de IA é visto como gerador de produtividade, mas também de adoecimento por burnout e estresse ocupacional. A ideia de substituição direta por IA é contestada por analistas.
Para especialistas, qualificações individuais ajudam, mas não garantem proteção frente a cortes estruturais. A discussão envolve também o papel do Estado em promover qualidade de vida e planejamento econômico diante da IA.
Perspectivas
O estudo de impacto da IA no trabalho brasileiro está em andamento, com foco em ocupações e particularidades nacionais. A regulação da IA já integra a agenda da ANPD desde 2022, enquanto o debate se amplia e o mercado se reorganiza.
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