- Governo anunciou o Move Brasil 2, com R$ 21,2 bi em crédito para aquisição de ônibus e caminhões, using recursos do Tesouro Nacional e do BNDES.
- A avaliação é de impacto gradual ao longo do ano; algumas intenções de compra já foram registradas, mas as condições da linha devem sair em até 60 dias.
- A 31ª Agrishow ocorreu entre 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto, com desempenho de caminhões dentro do esperado para o evento.
- Do total, R$ 2 bilhões serão destinados a caminhoneiros autônomos, com condições de prazo e carência diferenciadas.
- O setor siderúrgico enfrenta dificuldades: a demanda por aço para caminhões está fraca, e a unidade de Pindamonhangaba (SP) da Gerdau está parada.
O Move Brasil 2, anunciado pelo governo federal, prevê crédito de 21,2 bilhões de reais para a aquisição de ônibus e caminhões, com recursos do Tesouro Nacional e do BNDES. O anúncio chegou à Agrishow de Ribeirão Preto ao longo de quinta-feira (30) e é visto como forte, mas com implementação gradual.
A feira, que começou em 27 de abril e segue até esta sexta (1°), fica marcada pela expectativa de impactos distribuídos ao longo do ano. Conversas com representantes de montadoras indicam que as linhas devem aquecer negócios nos próximos meses, mesmo diante de detalhes ainda não divulgados.
Movimentação de intenção de compra já foi registrada, ainda que parcial, segundo relatos de um vendedor da área. Ele aponta que, mesmo com o anúncio recente, três propostas de compra alinhadas ao Move Brasil 2 já foram formuladas na sexta-feira, e as condições da linha devem ser divulgadas em até 60 dias.
O desempenho comercial na Agrishow foi avaliado como dentro do esperado por parte de fabricantes presentes. Cidades da região Centro-Oeste e de Minas Gerais formam o foco de atuação de alguns interlocutores, com negociações que mostraram continuidade de ações de venda promovidas nos dias que antecederam o evento.
Move Brasil 2 e objetivos do programa
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) afirma que a linha visa renovar frotas, reduzir custos logísticos e manter empregos na indústria de ônibus e caminhões. Do montante total, 2 bilhões de reais serão destinados a caminhoneiros autônomos, com condições diferenciadas de prazo e carência para facilitar o acesso ao crédito.
Entretanto, o setor siderúrgico tem acompanhado com cautela o ritmo da recuperação. Gustavo Werneck, CEO global da Gerdau, aponta que o mercado de caminhões continua fraco e pesa sobre a demanda por aço. Ele destaca a necessidade de medidas de estímulo para reativar o segmento e restaurar a confiança, mencionando sinais iniciais de melhoria ainda tímidos.
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