- Greg Abel, CEO da Berkshire Hathaway, disse que a empresa não investirá em inteligência artificial apenas por investir e seguirá as estratégias tradicionais de Warren Buffett.
- Abel afirmou que a Berkshire adotou cautela no uso da IA, tratando-a como um complemento aos negócios, com implementação restrita ao que gera valor.
- Na reunião anual, foi exibido um vídeo de Buffett fazendo uma pergunta a Abel que era uma deep fake criada por IA, o que ele destacou como um risco da tecnologia.
- Desde assumiu o cargo em janeiro, Abel promove mudanças e mantém foco em um portfólio com quatro posições principais — Apple, American Express, Moody’s e Coca‑Cola — além de participações relevantes em trading japonesas.
- O executivo sinalizou gestão ativa dos investimentos e apontou oportunidades de crescimento com data centers e demanda das redes de energia, especialmente em projetos de hiperescala em Iowa, com expectativa de aumento de carga de pico nos próximos cinco anos.
O CEO da Berkshire Hathaway, Greg Abel, deixou claro que não investirá em inteligência artificial apenas por investir. Em entrevista durante a assembleia anual, ele reiterou que a empresa seguirá as estratégias tradicionais de Warren Buffett, priorizando ajustes responsáveis em vez de apostas rápidas em tecnologia.
Abel informou que a Berkshire adotou uma postura cautelosa em relação à IA, buscando uso que possa agregar valor aos negócios. O objetivo é incorporar a tecnologia onde ela gere benefício concreto, sem transformar a IA em fim, mas em ferramenta.
Na ocasião, houve uma demonstração que gerou repercussão: um vídeo com Buffett fazendo uma pergunta a Abel, que posteriormente foi revelado como criação de IA, um exemplo de deep fake mencionado pela companhia. Abel ressaltou os riscos da tecnologia para a humanidade a serem considerados pela Berkshire.
Novo papel de Abel na gestão de investimentos
Desde assumir o comando no começo de janeiro, Abel tem promovido mudanças entre seus assessores e reforçado os investimentos da Berkshire no Japão. O objetivo é alinhar o portfólio com uma visão de longo prazo, mantendo uma base de investidores cautelosa quanto ao novo momento da gestão.
O executivo também reforçou a atuação mais direta na supervisão das carteiras, dizendo que irá gerenciar ativamente as posições, ampliando ou ajustando exposições conforme necessário. Ele destacou a colaboração plena com Buffett nos investimentos.
Portfólio e foco estratégico
Abel apresentou uma nova visão sobre as quatro posições centrais: Apple, American Express, Moody’s e Coca-Cola. Além disso, ressaltou a importância das participações consideráveis da Berkshire em tradings japonesas como pilar adicional do portfólio, com compromisso de longo prazo.
Ele enfatizou que a Berkshire mantém um portfólio concentrado, com foco em um grupo seleto de ativos, para sustentar o desempenho ao longo do tempo. A gestão pretende manter consistência com a estratégia histórica do grupo.
Oportunidades no setor elétrico e de dados
Outro tema discutido foi o impacto da expansão de data centers na demanda de energia. Abel destacou que a demanda por energia está abaixo da capacidade de pico, citando o crescimento de data centers em hiperescala em Iowa como oportunidade relevante para as concessionárias.
Segundo o executivo, a carga de pico associada a esses centros pode crescer significativamente nos próximos cinco anos, com estimativas de aumento próximo a 50%. A Berkshire projeta aproveitar esse potencial por meio de investimentos estáveis no setor elétrico.
Entre na conversa da comunidade