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Montadoras europeias adotam modelo chinês para reduzir custos

Montadoras europeias adotam modelo chinês para reduzir custos e acelerar lançamentos, com Renault usando centro em Xangai para reduzir em 40% o tempo de desenvolvimento

Na imagem, nova geração do Renault Twingo, produzida na China e lançada em 2026
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  • Montadoras europeias chegam a seguir o modelo de produção chinês, buscando velocidade, custo e tecnologia no desenvolvimento de carros elétricos.
  • Renault lançou o Twingo 100% elétrico, desenvolvido em vários continentes; o carro é produzido na Eslovênia e chega às concessionárias da Europa em abril, por cerca de € 20 mil.
  • A Renault abriu o Centro ACDC em Xangai para acelerar o desenvolvimento, com uso de peças chinesas e produção mais próxima do ecossistema local.
  • O ciclo de criação de um modelo na China é de cerca de dois anos, menos da metade do tempo típico das montadoras tradicionais; há maior automação e trabalhos paralelos com fornecedores.
  • A empresa estima redução de custos de cerca de 40% com o modelo adotado, e planeja lançar mais dois modelos nos próximos meses usando peças chinesas.

O Renault Twingo, 100% elétrico, foi desenvolvido em várias partes do mundo para acelerar o lançamento e reduzir custos. O modelo está em produção na Eslovênia e chegou às concessionárias europeias em abril, com preço próximo de 20 mil euros.

Executivos explicam que a indústria enfrenta hipercompetitividade puxada pela China. Montadoras tradicionais buscam ganhos de velocidade, custo e tecnologia, seguindo caminhos já adotados no Oriente.

A Renault não vende no Brasil no momento, enquanto manteve foco no desenvolvimento acelerado para o mercado europeu. O objetivo é ampliar a linha com peças de origem chinesa, onde possível.

Montadoras vão à China

Fabricantes ocidentais e japonesas já atuam na China há anos, produzindo para o mercado interno e para exportação. Recentemente, eles passaram a projetar modelos inteiros no país para reduzir prazos.

A Renault e a Mercedes inauguraram centros de pesquisa ampliados em Xangai em 2024. A Volkswagen expandiu em Anhui em 2025; a Toyota consolidou o desenvolvimento de novos carros na China no mesmo ano.

Para especialistas, a China passou a funcionar como uma academia da indústria automotiva, especialmente em automação, paralelismo de fases e coordenação com fornecedores.

Reflexos na indústria e próximos passos

A partir de 2 anos de ciclo de desenvolvimento na China, frente a prazos mais longos na Europa, as empresas buscam reduzir custos e acelerar a entrega de modelos. Esse movimento envolve mudanças de organização e uso de tecnologia.

A Renault afirma que o Centro ACDC em Xangai ajudou a reduzir custos em cerca de 40% versus processos tradicionais. Planos incluem novos modelos para Dacia e para a Nissan, com mais peças chinesas.

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