- A privatização da Copasa, estatal de saneamento de Minas Gerais, está na reta final, com anúncio de detalhes finais nos próximos dias para geração de recurso e melhoria de investimentos.
- A oferta prevê 45% da companhia, sendo 30% destinados a um acionista de referência e 15% ao mercado, via bookbuilding; o investidor vencedor paga o maior preço por ação.
- O acionista de referência ficaria com 30% da Copasa; o governo de Minas manteria 5% do capital, com um único assento no conselho.
- O objetivo é levantar próximos de R$ 7 bilhões, parte para amortizar a dívida de Minas com a União, estimada em R$ 180 bilhões, e parte para infraestrutura e saneamento.
- O processo envolve regras de “lock-up” de quatro anos para o investidor de referência e um acordo que concede ao estado uma golden share e poderes de veto em temas estratégicos; a conclusão está prevista para o primeiro semestre, sujeita ao cumprimento de etapas formais e ao aval do Tribunal de Contas do Estado.
Nas próximas semanas, o Governo de Minas Gerais deve divulgar os detalhes finais do processo de privatização da Copasa, empresa estadual de saneamento. A operação faz parte de uma desestatização anunciada pelo governo para ampliar caixa e reduzir a dívida com a União.
A privatização envolve a venda de parte do capital da Copasa, com o objetivo de levantar recursos para amortizar a dívida do estado, estimada em cerca de R$ 180 bilhões, e investir em infraestrutura. A medida também prevê participação reduzida do estado no controle da companhia.
O modelo escolhido é a oferta subsequente de ações (follow-on) em duas etapas. Dentre 45% da empresa a serem ofertados, 30% ficarão com um acionista de referência, conhecido como sócio estratégico, e 15% serão ofertados ao mercado via bookbuilding, conforme regras definidas pelo governo.
Detalhes do acionista de referência e participação
O investidor de referência deverá adquirir sozinho a fatia de 30%. Empresas qualificadas precisam comprovar investimentos em infraestrutura no valor mínimo de R$ 6,3 bilhões nos últimos 20 anos. A disputa envolve grupos como Aegea e Sabesp, que pode atuar em consórcio com a Equatorial.
Influência do estado após a privatização
O acordo de acionistas garante ao governo mineiro um assento no conselho e uma golden share, com veto em decisões específicas. O estado poderá também influenciar votações sobre dividendos, estrutura de capital e estratégias relevantes, mantendo influência mesmo após a venda.
Situação atual e prazos
O processo aguarda divulgação do prospecto e do cronograma definitivo. O governo pretende concluir a privatização ainda no primeiro semestre, sujeito à validação pelo TCE-MG. O período de cadastramento para investidores de referência vai até 8 de maio.
Raio-X Copasa
Fundação: 1963; Lucro líquido 2025: R$ 1,42 bilhão; Funcionários: 9.400; Municípios atendidos: 636.
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