- O Irã alerta que a segurança no Estreito de Ormuz é vulnerável para a economia digital da região, já que a rota conecta a Índia e o Sudeste Asiático à Europa por cabos de fibra ótica.
- Até o momento, os cabos submarinos foram poupados na guerra no Oriente Médio, mas há risco de danos por embarcações durante operações militares ativas.
- Principais cabos que passam pelo estreito: Asia–Africa–Europe 1 (AAE‑1), a rede FALCON e o Gulf Bridge International Cable System; há outros em construção.
- A maioria das falhas de cabos ocorre por atividades humanas acidentais, como pesca e âncoras, respondendo por cerca de setenta a oitenta por cento dos incidentes, segundo o ICPC.
- Reparos em zonas de conflito são desafiadores; satélites não substituem cabos para o volume de tráfego, e, após conflitos, é preciso inspecionar o fundo do mar para evitar novos engarros.
O Irã alertou na semana passada que a segurança no Estreito de Ormuz é um ponto vulnerável para a economia digital da região, além de sustentar o tráfego global de petróleo. Os cabos de fibra ótica que ligam a Índia e o Sudeste Asiático à Europa passam pela área, conectando países do Golfo e do Egito.
Até o momento, os cabos submarinos foram poupados pela guerra no Oriente Médio, mas especialistas alertam que navios de guerra podem, acidentalmente, arrastar âncoras e danificar redes de comunicação no fundo do mar.
Segundo a Reuters, o risco de danos aumenta em operações militares ativas e tende a crescer quanto durar o conflito. Em 2024, houve um episódio similar no Mar Vermelho, envolvendo uma embarcação atacada por houthis.
A relevância dos cabos submarinos é alta: eles movem quase toda a internet mundial e sustentam serviços de nuvem e comunicação entre nações. Danos podem reduzir velocidade, interromper serviços e prejudicar transações financeiras.
Especialistas destacam que a conectividade no Golfo depende da dependência de cada operadora e das alternativas disponíveis. A TeleGeography aponta que a extensão total dos cabos cresceu, mas falhas se mantêm entre 150 e 200 por ano.
Entre os cabos que cruzam Ormuz estão o AAE-1, ligando Sudeste Asiático à Europa via Egito; a rede FALCON, conectando Índia e Sri Lanka aos países do Golfo; e o Gulf Bridge International. Outras redes estão em construção, com participação da Ooredoo (Catar).
O ICPC aponta que 70% a 80% das falhas são causadas por atividades humanas acidentais, como pesca ou âncoras. Enquanto isso, danos por sabotagem estatal continuam como risco a ser considerado em zonas de conflito.
Reparos em cabos danificados em áreas de combate apresentam desafios logísticos e cenários de risco para seguradoras e proprietários de navios de reparo, segundo especialistas. Autorizações para acessar águas podem atrasar intervenções.
Mesmo com interrupções, a conectividade não é totalmente perdida por causa das alternativas terrestres, que são menores em capacidade e mais caras quando comparadas a cabos subaquáticos. Satélites não substituem o volume de tráfego atual.
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