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Secretário da Fazenda RJ anuncia plano de ajuste fiscal com cortes de despesas

Guilherme Mercês assume a Fazenda do RJ e promete ajuste fiscal com cortes de despesas para reduzir déficit de quase R$ 19 bilhões em 2026

Economista Guilherme Mercês, novo secretário de Fazenda do RJ, em evento no Senado em 2023
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  • Guilherme Mercês assume a Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro, nomeado pelo governador interino, para tratar do ajuste fiscal.
  • Ele promete apresentar nas próximas semanas um conjunto de medidas para conter despesas e aumentar a arrecadação.
  • O déficit previsto para 2026, segundo a Lei Orçamentária Anual, é de quase R$ 19 bilhões.
  • Entre as prioridades estão a repressão à sonegação fiscal, incluindo setores como combustíveis, e a discussão sobre a adesão do estado ao programa Propag (refinanciamento de dívidas com contrapartidas).
  • Mercês já atuou anteriormente na pasta (2020–2021) e substitui Juliano Pasqual; o contexto político envolve governo interino e indefinição sobre a continuidade da gestão até o fim de 2026.

Guilherme Mercês assumiu a Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro após ter a nomeação formalizada pelo governador interino Ricardo Couto. Em sua primeira declaração, o economista afirmou que apresentará nas próximas semanas um conjunto de medidas para reduzir despesas e elevar a arrecadação, diante de um déficit estimado pela LOA em quase R$ 19 bilhões para 2026.

A administração interina já promoveu exonerações em massa e determinou auditoria em contratos. Mercês disse que o quadro fiscal exige ajustes significativos, mas ressaltou que o governo não trabalha com aumento de impostos neste momento e busca alternativas para manter o equilíbrio fiscal.

Em entrevista à Folha, o secretário destacou ações contra a sonegação fiscal e o combate a irregularidades em diferentes setores, incluindo combustíveis. Também mencionou avanços nas negociações para adesão do Rio ao Propag, programa de refinanciamento de dívidas com contrapartidas, como teto de gastos.

Medidas em foco

Mercês afirmou que o Propag é crucial para a circulação de caixa nos próximos anos e que reduzir juros da dívida depende de contrapartidas para o equilíbrio das contas públicas. A avaliação é de que o acordo não envolve aumento de tributos, evitando impacto negativo sobre a atividade econômica local.

O secretário informou que o governo analisa desburocratização e melhoria do ambiente de negócios para estimular o crescimento. Em Brasília, ele tratou do programa Propag e do julgamento no STF sobre a divisão de royalties do petróleo.

O governo interino tem enfrentado incerteza sobre a continuidade de Couto no comando até o fim de 2026. Enquanto isso, a Alerj já indicou o deputado Douglas Ruas (PL) para a linha de sucessão, mas o STF ainda não retomou o julgamento sobre a permanência de Couto.

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