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Spirit cancela voos nos EUA e encerra operações durante guerra no Oriente Médio

Spirit encerra operações e cancela voos nos EUA em meio à guerra no Oriente Médio, com combustível mais caro e pressão de credores

Spirit Airlines | Divulgação
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  • A Spirit Airlines cancelou todos os voos previstos nos Estados Unidos e encerrou operações, a primeira falência de uma companhia aérea nos EUA desde o início da guerra no Oriente Médio em 28 de fevereiro.
  • O colapso ocorre após o preço do combustível de aviação dobrar no país, em meio ao conflito que impacta o mercado.
  • O encerramento decorre de reunião do conselho na sexta-feira, sem apoio de credores; o governo dos Estados Unidos chegou a avaliar ajuda de US$ 500 milhões, mas houve oposição.
  • Dados da Cirium indicam que, entre 1º e 15 de maio, a Spirit teve 4.119 voos domésticos e 809.638 assentos; em fevereiro, cerca de 1,7 milhão de passageiros voaram pela empresa, com participação de 3,9% do mercado.
  • A falência pode favorecer rivais como JetBlue Airways e Frontier Airlines; a situação já era delicada, com a Spirit entrando com pedido de Chapter 11 em 2024 e passando por reestruturação em 2025.

A Spirit Airlines cancelou neste sábado todos os voos com origem ou destino nos Estados Unidos e encerrou as operações, marcando a primeira falência de uma companhia aérea no país desde o início do conflito na região. A medida ocorreu enquanto o preço do combustível de aviação disparou no país, acelerando o quadro de dificuldades da empresa.

A decisão veio após reunião do conselho na sexta-feira (1º), na qual a direção não conseguiu obter apoio de credores para salvar a empresa. O governo de Donald Trump havia apresentado uma proposta de ajuda de US$ 500 milhões, mas encontrou oposição de aliados e de parlamentares republicanos no Congresso.

Segundo a Reuters, a Spirit, que já respondia por cerca de 5% dos voos nos EUA, não havia passado por falência em duas décadas entre companhias desse porte. Em comunicado, a empresa pediu que passageiros não se desloquem aos aeroportos e sinalizou o cancelamento de todos os voos.

Entre 1º e 15 de maio, a Spirit operou 4.119 voos domésticos e ofereceu 809.638 assentos, conforme dados da Cirium. Em fevereiro, a companhia transportou cerca de 1,7 milhão de passageiros, com participação de mercado de 3,9%, ante 5,1% no mesmo período de 2025.

O agravamento da crise é associado ao aumento do custo de combustíveis no mercado internacional, impulsionado pela escalada entre EUA, Israel e Irã após o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica que ultrapassa 20% da produção global de petróleo e gás.

Contexto financeiro e regulatório

A Spirit já enfrentava dificuldades antes do atual conflito, com queda da demanda pós-pandemia e modelo de baixo custo que exigia cortes como despacho de bagagens e assentos não marcados. A falência pode favorecer concorrentes como JetBlue e Frontier.

A companhia já havia entrado com pedido de proteção em falência sob o Chapter 11 em novembro de 2024, e realizou uma reestruturação em março de 2025. O novo processo de recuperação judicial foi iniciado neste mês, após dificuldades contínuas. Diversos credores citam que o governo tentou salvar a Spirit, mas não houve viabilidade para manter a operação.

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