- A startup Buy Ticket, fundada em 2023 por Angelo Bimbato e Gustavo Celso, atua como intermediária na revenda de ingressos, usando protocolo de segurança Know Your Customer (Conheça seu Cliente) com reconhecimento facial e documentos oficiais.
- O vendedor precisa comprovar a identidade para anunciar o ingresso, e o dinheiro da venda só é liberado dias após o evento, garantindo ao comprador o recebimento do ingresso ou o estorno.
- Nos dois primeiros anos de operação, a Buy Ticket movimentou R$ 100 milhões com a venda de 180 mil entradas.
- Em 2025, o mercado de eventos no Brasil movimentou mais de R$ 140 bilhões, com boa parte da economia ainda operando fora da oficialidade no mercado secundário de ingressos.
- O setor enfrenta questões legais entre revenda, cambismo e regulamentação; a Ticketmaster afirma não ter parcerias com sites de revenda e o Procon-SP orienta consumidores a evitarem o mercado secundário para reduzir riscos.
A Buy Ticket, startup lançada em 2023 por Angelo Bimbato e Gustavo Celso, aposta em tecnologia de segurança para reduzir golpes no mercado de revenda de ingressos. A plataforma usa processos de verificação, como Know Your Customer, para autorizar anúncios de venda.
O modelo prevê que o dinheiro só seja liberado ao vendedor dias após o evento, garantindo o ingresso ou o reembolso ao comprador. Nos primeiros dois anos, a empresa movimentou cerca de R$ 100 milhões com 180 mil entradas vendidas.
Em 2025, o mercado de eventos brasileiro movimentou mais de R$ 140 bilhões, segundo a Abrape, com o segmento secundário ainda relevante. A Buy Ticket afirma que a ferramenta protege usuário e consumidor, inibindo golpes.
Embasamento e operação
Segundo Bimbato, o sistema assegura que o comprador receba o ingresso ou o dinheiro de volta. O reconhecimento facial e a verificação documental são etapas obrigatórias para que o anúncio seja publicado.
Celso destaca que a verificação cria uma barreira adicional para fraudadores, reduzindo a atratividade de golpes rápidos. A startup afirma ter atingido 180 mil ingressos vendidos desde 2023, com uma movimentação expressiva de recursos.
Desafios legais
Especialistas apontam dificuldade regulatória na revenda entre consumidores. Representante da OAB afirma que o lucro ocasional não configura crime, mas a prática profissionalizada é crime. Questões sobre cláusulas de intransferibilidade também aparecem no debate.
Analistas destacam que cláusulas que proíbem revenda podem violar o CDC se não oferecerem opção de reembolso. O equilíbrio entre acesso ao bem cultural e proteção ao consumidor é central.
Posição de players do mercado
No varejo primário, a Ticketmaster sinalizou resistência à especulação, sem parcerias com sites de revenda. A empresa não rastreia ingressos de terceiros em seus sistemas, mas avalia um modelo oficial de revenda entre fãs, com teto de valor de face.
O Procon-SP mantém recomendação de cautela aos consumidores, orientando evitar o mercado secundário para reduzir riscos financeiros. A discussão envolve reguladores, plataformas e organizadores, sem mudanças abruptas anunciadas.
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