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98% das empresas enfrentam dificuldade para contratar profissionais de TI

Pesquisa aponta que 98% das empresas brasileiras enfrentam dificuldade para contratar profissionais de TI, freando crescimento e inovação no setor

Mayara buscou formação para conquistar uma vaga em TI - (crédito: Reprodução - Ford)
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  • Pesquisa encomendada pela Ford ao Datafolha aponta que 98% das empresas brasileiras têm dificuldade para contratar profissionais de TI.
  • Entre as lacunas citadas estão conhecimento técnico (72%), experiência (54%) e soft skills (39%).
  • O tempo para fechar uma vaga é longo: apenas 14% em menos de um mês; cerca de um terço leva mais de 60 dias.
  • Vagas mais difíceis são para especialistas em IA (35%) e engenheiros de software (31%), com lacunas em segurança da informação (30%) e IA/machine learning (29%).
  • A Ford abriu 850 vagas para 2026, sendo 610 no Brasil e 240 em Argentina, Chile, Peru e Colômbia; inscrições para São Paulo vão até 3 de maio.

Em 2022, Mayara Silva ingressou no curso de engenharia da computação pelo Prouni, sendo a primeira da família a chegar ao ensino superior. Ela lembra que o volume de informações sobre tecnologia era avassalador, porém hoje trabalha no setor de TI da Ford.

A pesquisa encomendada pela Ford ao Datafolha mostra que 98% das empresas brasileiras têm dificuldade para contratar profissionais da área de tecnologia. O levantamento ouviu 250 líderes de RH e TI nas cinco regiões do país.

A falta de conhecimento técnico aparece como principal entrave para 72% das companhias, seguida pela carência de experiência (54%) e de soft skills (39%). Apenas 14% conseguem fechar vagas em menos de um mês; para 33% a busca leva mais de 60 dias.

Perfis mais buscados

Especialistas em IA (35%) e engenheiros de software (31%) são as vagas mais difíceis de preencher. Entre os saberes com maior lacuna está segurança da informação (30%) e IA/ machine learning (29%).

Para Djalma Brighenti, diretor de TI da Ford América do Sul, não basta contratar. É preciso oferecer ambiente com dados organizados, para que a IA gere valor, afirma. Sem dados consistentes, os investimentos viram aposta.

As perspectivas de transformação envolvem engenheiros de IA e profissionais em três frentes: orquestração de agentes, ética e governança, interação humano-IA. Adaptabilidade, pensamento crítico e aprendizado contínuo devem ganhar importância, segundo especialistas.

A dificuldade não está apenas na tecnologia: 37% das empresas rejeitam candidatos tecnicamente qualificados por falhas de inteligência emocional, 36% por falta de pensamento crítico e 33% por carência de soft skills. O domínio do inglês também atua como barreira: 78% dos processos desclassificam candidatos por esse motivo.

Programa da Ford e expansão de vagas

Fernanda Ramos, diretora de RH da Ford América do Sul, afirma que a adaptabilidade pesa mais que a linha de código. Ela vê inglês como habilidade a ser desenvolvida ao longo da carreira e não descartável desde o início.

O Ford Enter, programa social da montadora, abre 850 vagas para 2026, sendo 610 no Brasil e 240 em Argentina, Chile, Peru e Colômbia. Em São Paulo, há 40 vagas com inscrições até 3 de maio, pelo site do programa.

Mayara, que hoje integra o time de TI da Ford, diz que o programa foi crucial para transformar a sua trajetória. Ela sustenta sete pessoas em casa e representa uma evidência de que a formação pode abrir portas.

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