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Beneficiários do Bolsa Família recebem acima do salário mínimo

Trinta e quatro mil beneficiários do Bolsa Família receberam pagamentos acima do salário mínimo em março, totalizando sessenta e dois milhões, com Amazonas liderando os repasses

Ao todo, 24 beneficiários receberam valores acima de R$ 3 mil. (Foto: Roberta Aline/MDS)
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  • Em março, 34 mil beneficiários do Bolsa Família tiveram pagamentos acima do salário mínimo (R$ 1.621), totalizando R$ 62 milhões.
  • Amazonas teve o maior repasse no estado, R$ 8,6 milhões; Pará registrou R$ 8,5 milhões e São Paulo, R$ 4,9 milhões.
  • O maior pagamento individual foi de R$ 3.938 para Everton de Melo, em Itaquatiara (AM;); 24 beneficiários tiveram valores acima de R$ 3 mil.
  • Além do benefício básico de R$ 600, também há retroativos; em março, exemplos incluem Ediene Leão com R$ 16,5 mil e Raquel Magalhães com R$ 16,2 mil.
  • Os retroativos, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, ocorrem por desbloqueio de parcelas bloqueadas após regularização ou por pagamentos retroativos previstos em norma específica, variando conforme a composição familiar e o atraso na regularização do cadastro.

Milhares de beneficiários do Bolsa Família recebem acima do salário mínimo

34 mil pessoas cadastradas no Bolsa Família tiveram pagamentos superiores ao salário mínimo (R$ 1.621) em março. O total encaminhado a esse grupo foi de R$ 62 milhões. Amazonas lidera os repasses, com R$ 8,6 milhões, seguido pelo Pará, com R$ 8,5 milhões. São Paulo recebeu R$ 4,9 milhões, apesar de ter população maior.

O maior pagamento individual foi a Everton de Melo, de Itaquatiara (AM), no valor de R$ 3.938. Deborah Fernandes, de Nova Iguaçu (RJ), recebeu R$ 3.906. Maria dos Reis, de Capitão Andrade (MG), teve R$ 3.798. Ao todo, 24 beneficiários receberam mais de R$ 3 mil.

Retroativos

O benefício básico é de R$ 600, mas há casos de valores retroativos. Ediene Leão, de Breves (PA), recebeu em março parcelas que somaram R$ 16,5 mil. Raquel Magalhães, de São Vicente (SP), teve R$ 16,2 mil. Eliane Guajajara, de Arame (MA), R$ 15,5 mil. Jéssica Rosa, de Praia Grande (SP), R$ 15,2 mil. Maria da Silva, de Feijó (AC), R$ 15,1 mil.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), as parcelas extras aparecem quando o benefício fica bloqueado por averiguação ou revisão cadastral e é liberado após regularização. Pagamentos retroativos também ocorrem em decisões do Judiciário, com valores muitas vezes superiores.

Estados e cidades mais atendidos

Além dos três estados mais expressivos, há outros com pagamentos acima do mínimo. Maranhão registrou R$ 5,5 milhões, com R$ 217 mil destinados a São Luís. Bahia teve R$ 4,1 milhões, incluindo R$ 290 mil para Salvador. Minas Gerais totalizou R$ 3 milhões, com Belo Horizonte recebendo R$ 153 mil. Rio de Janeiro teve R$ 2,7 milhões, incluindo R$ 630 mil para a capital. Pernambuco, Ceará e Piauí também tiveram repasses relevantes.

Por que os benefícios chegam a quase três salários mínimos

A Lei Federal nº 14.601/2023 detalha os componentes do Bolsa Família:

  • Benefício de Renda de Cidadania: R$ 142 por integrante.
  • Benefício Complementar: para soma dos benefícios inferior a R$ 600.
  • Benefício Primeira Infância: R$ 150 por criança de 0 a 7 anos incompletos.
  • Benefício Variável Familiar: R$ 50 para gestantes, nutrizes e adolescentes.

Ministério explica os retroativos

O MDS informou que há duas situações para liberação de valores não acessados anteriormente:

  • Liberação de parcelas bloqueadas após regularização. As parcelas já constavam na folha, apenas não estavam disponíveis para saque.
  • Pagamento retroativo técnico-legal: ocorre em reversões de suspensão ou cancelamento, com os montantes variando conforme composição familiar e data de regularização.

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