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CDHU retoma licitação de projeto habitacional de R$1,2 bi na Grande SP

CDHU lança licitação competitiva para 3,8 mil moradias na Grande São Paulo, com aporte público de até R$ 732 milhões e contrapartida privada de R$ 468 milhões

Conjunto habitacional da CDHU
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  • CDHU retoma licitação para construção de 3,8 mil moradias populares na Fazenda Albor, divisa de Guarulhos, Arujá e Itaquaquecetuba, com investimento previsto de R$ 1,2 bilhão.
  • Novo modelo da licitação será competitivo, em formato similar a leilão; abertura de propostas ocorre em 26 de junho.
  • CDHU aportará até R$ 732 milhões (60% do total) e o parceiro privado poderá aportar R$ 468 milhões (40%).
  • Terreno de 2 milhões de m² foi dividido em três lotes com 1.080, 1.769 e 984 moradias, entregues em até seis anos; contrapartida da CDHU será paga ao longo de 12 anos.
  • 80% das moradias serão para famílias com renda de até cinco salários mínimos e 20% para até dez salários mínimos; 75% dos imóveis serão apartamentos de até 11 andares e 25% sobrados.

O governo de São Paulo lançou edital para contratação de 3,8 mil moradias populares, com investimento de 1,2 bilhão de reais. O projeto fica em um terreno de 2 milhões de m², entre Guarulhos, Arujá e Itaquaquecetuba, conhecido como Fazenda Albor. O objetivo é viabilizar infraestrutura e habitação para famílias de menor renda.

A área ocupada pelo terreno já enfrentou invasões e reintegração de posse ao longo dos anos. Na nova licitação, áreas ocupadas irregularmente ficaram de fora para simplificar o processo.

A CDHU, responsável pelo edital, mudou o modelo de licitação para um processo competitivo, função semelhante a um leilão. A abertura das propostas está marcada para 26 de junho.

Estrutura da licitação

O vencedor será quem apresentar o menor aporte público da CDHU. A estatal aportará até 732 milhões de reais (60% do total) e o parceiro privado ficará com 468 milhões (40%).

O dinheiro público financiará infraestrutura como saneamento, energia, vias, calçadas e creches. O capital privado será destinado às obras de construção das moradias, com venda realizada pela própria CDHU.

Segundo o presidente da CDHU, Reinaldo Iapequino, o terreno não pode ficar ocioso. A parceria busca reduzir o risco de demanda, facilitando a venda das unidades, mesmo diante de concorrência com programas como o Minha Casa Minha Vida.

Detalhes operacionais

O terreno de 2 milhões de m² foi dividido em três lotes: Lot 1 com 1.080 unidades, Lot 2 com 1.769, e Lot 3 com 984 moradias. As obras devem ficar prontas em até seis anos, com contrapartida da CDHU paga ao longo de 12 anos.

Para ampliar a atratividade, há a possibilidade de emissão de Certificados de Recebível Imobiliário (CRI), lastreados no fluxo de pagamentos da estatal. A divisão busca atender diferentes perfis de demanda, mantendo foco em habitação acessível.

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