- A escassez de querosene, causada pelo conflito no Oriente Médio, elevou os preços do combustível de aviação.
- A Agência Internacional de Energia avisou que a Europa poderia ter reservas suficientes por apenas seis semanas.
- easyJet, Lufthansa e Virgin Atlantic sofrem perdas, cancelamentos de voos e dificuldades para fechar o ano no positivo.
- As companhias pressionam Bruxelas para adiar ou eliminar medidas regulatórias, como a segunda peça de bagagem gratuita, compensação por voos cancelados e regras de slots.
- A ofensiva também visa combater o greenwashing, segundo o Financial Times.
As companhias aéreas europeias utilizam a crise de combustível causada pelo conflito no Oriente Médio para pressionar mudanças regulatórias. A escassez de querosene elevou custos e abriu espaço para negociações com Bruxelas.
O bloqueio do Estreito de Ormuz, via de passagem de grande parte do petróleo e do querosene, elevou os preços. A Agência Internacional de Energia alertou, em 16 de abril, que as reservas da Europa poderiam durar apenas seis semanas.
Entre as empresas impactadas, a easyJet reportou perdas maiores que o esperado, a Lufthansa cancelou mais de 20 mil voos, e a Virgin Atlantic admitiu que pode fechar o ano com dificuldades para alcançar lucro, segundo o Financial Times.
O que as companhias estão pedindo
As associações do setor estão buscando adiar ou eliminar medidas consideradas menos eficientes há anos. O foco é flexibilizar regras como a segunda bagagem de mão gratuita e mudanças na política de compensação por voos cancelados, além de ajustes nos slots aeroportuários.
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