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Conflito pressiona custos, Berkshire busca equilíbrio, diz CEO

Custos de insumos químicos sobem com tensões no Oriente Médio, pressionando o lucro da Berkshire Hathaway; grupo busca equilíbrio repassando custos e mantendo clientes

Logo da Berkshire Hathaway em painel eletrônico da Bolsa de Valores de Nova York
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  • O CEO da Berkshire Hathaway, Greg Abel, disse que os negócios de produtos químicos enfrentam pressão de curto prazo por causa da elevação dos preços de insumos derivados do petróleo, devido aos conflitos no Oriente Médio.
  • Abel afirmou que a empresa tem buscado repassar os aumentos de custo na medida do possível.
  • Na reunião anual de acionistas em Omaha, ele destacou que o custo de insumos da indústria química quase dobrou em um curto período.
  • O executivo afirmou que o lucro do negócio químico está em queda ou estável para baixo, mas a divisão continua entregando o que o cliente precisa.
  • O foco é retorno de longo prazo e não investimentos para explorar a valorização recente do petróleo; os preços devem se reajustar conforme contratos, com possível recuo mais lento depois.

O CEO da Berkshire Hathaway, Greg Abel, afirmou neste sábado, durante a reunião anual de acionistas em Omaha, que os negócios do grupo na área química enfrentam pressão de curto prazo devido à escalada dos custos de insumos derivados do petróleo, impactados pelos conflitos no Oriente Médio.

Abel informou que o preço dos insumos da indústria química praticamente dobrou em um curto período, resultado direto das tensões regionais e da volatilidade do petróleo. Ele reforçou que a empresa busca manter o equilíbrio repassando parte dos aumentos aos contratos, na medida do possível.

Segundo o executivo, o objetivo é cuidar do cliente, encontrar as respostas certas e gerenciar os desafios para criar valor. Mesmo com a queda ou estabilidade do lucro nessa unidade, as entregas aos clientes seguem conforme as necessidades.

Desdobramentos

Abel destacou que o reequilíbrio deve ocorrer ao longo do tempo, com reajustes de preços que podem ocorrer e, posteriormente, amenizar gradualmente. A Berkshire não pretende investir para explorar a valorização recente do petróleo.

O CEO ressaltou ainda que a estratégia da companhia é manter retornos de longo prazo, sem colocar ativos em risco para ganhos de curto prazo provocados pela alta do petróleo.

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