- A fabricante turca Baibars Mechatronics Aviation Industry pretende ampliar o mercado ocidental, citando preocupações com o domínio chinês em drones agrícolas.
- A Exedy Corp. detém 30% da Baibars; a empresa mira faturamento anual superior a US$ 100 milhões neste ano e avaliação de US$ 1 bilhão até 2029, quando planeja abrir capital nos Estados Unidos.
- A empresa afirma que a demanda ocidental por fornecedores alinhados ao Ocidente aumentou, devido a questões de segurança de dados e governança local, e que os drones da Baibars oferecem maior confiança e suporte.
- Na Europa, as vendas cresceram 60% ao ano nos últimos dois anos; a Baibars pretende quadruplicar as vendas no continente neste ano para cerca de 200 unidades, com valor estimado de US$ 7 milhões, especialmente na Espanha e no leste europeu.
- Os drones da Baibars custam entre US$ 17 mil e US$ 25 mil, com mais de 65% de componentes locais, objetivo de chegar a 80% até 2029, e expansão para 14 países, incluindo África, mantendo foco principal no uso civil e agrícola.
A fabricante turca de drones agrícolas Baibars Mechatronics Aviation Industry busca ampliar seu mercado no Ocidente, capitalizando as preocupações com a dominância de modelos chineses. A declaração vem do fundador da empresa, Celal Caglayan Erguvan.
A Exedy Corp., com sede em Osaka, detém 30% das ações da Baibars. A companhia projeta triplicar o faturamento anual para mais de US$ 100 milhões neste ano e avalia a empresa em US$ 1 bilhão até 2029, quando planeja abrir capital nos Estados Unidos.
A Deloitte avaliou a Baibars em US$ 50 milhões neste ano. Segundo Erguvan, a Baibars tem vantagens frente concorrentes chineses por questões de segurança de dados, suporte local e manutenção, além de investimentos constantes em pesquisa e rede de vendas internacional.
A empresa participa da SAHA International Defense & Aerospace Exhibition, em Istambul, de 5 a 9 de maio, onde apresentará seus drones para pulverização de pesticidas e distribuição de fertilizantes.
Erguvan aponta que a DJI domina o mercado de drones agrícolas nos EUA e na Europa, com participação superior a 85%. A XAG, de Guangzhou, eleva esse patamar para acima de 95% quando consideradas todas as fabricantes chinesas, segundo ele.
O governo dos EUA restringe o uso de drones com componentes de certos países, e a FCC proibiu drones chineses e componentes de marcas como DJI e Autel. Na Europa, parlamentares discutem medidas similares para limitar fornecedores chineses.
A Baibars planeja aumentar suas vendas na Europa, que cresceram 60% ao ano nos últimos dois anos, mirando 200 unidades em 2024, valuadas em US$ 7 milhões, principalmente na Espanha e em países da Europa Oriental.
Os drones da Baibars custam entre US$ 17 mil e US$ 25 mil e utilizam mais de 65% de componentes locais. A meta é elevar a participação de componentes locais para 80% até 2029, com maior uso de materiais turcos, japoneses e de outros aliados.
A empresa também oferece drones não militares e peças para a indústria de defesa, mantendo o foco em uso civil e agrícola. A Baibars exporta para 14 países, respondendo por cerca de 70% da receita nos últimos dois anos.
Na Turquia, a participação de mercado da Baibars é calculada em 88%. Na África, a empresa mira vendas de US$ 7 milhões neste ano, apoiada pela demanda por aplicação aérea em grandes fazendas.
Segundo Erguvan, a demanda por drones agrícolas é impulsionada pela escassez de mão de obra, enfrentamento de pragas e impactos das mudanças climáticas, o que tende a ampliar o uso de soluções aéreas.
O mercado global de drones agrícolas deve atingir US$ 4,62 bilhões em 2026 e chegar a US$ 9,65 bilhões em 2032, conforme a 360iResearch. Erguvan afirma que o setor está em crescimento rápido e que há espaço para opções ocidentais frente ao domínio chinês.
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