- Os Estados Unidos concentram quatro mil quatrocentas e quatro data centers, cerca de 37,2% do total global (11.296).
- O Reino Unido fica em segundo lugar, com 524 unidades; a liderança dos EUA deve-se a um ecossistema avançado de computação em nuvem.
- No Brasil, existem 205 data centers em operação, respondendo por aproximadamente 42% dos investimentos do setor na América Latina.
- A localização indica concentração no Sudeste (128 unidades no total), com São Paulo liderando o ranking estadual (96 unidades).
- O país enfrenta insegurança regulatória, com dúvidas sobre o Redata, e cerca de 60% dos dados são processados no exterior, levantando debate sobre soberania digital.
Os Estados Unidos respondem por 37,2% da infraestrutura global de data centers, com 4.204 unidades. O total mundial é de 11.296 centros, conforme dados do Data Center Map. A liderança reflete um ecossistema de nuvem avançado e investimentos volumosos no setor.
O país abriga oito vezes mais data centers que o Reino Unido, segundo o levantamento. A nação concentra investimentos com base em energia disponível, conectividade e proximidade com grandes centros de consumo. Grandes players como Amazon, Microsoft e Google moldam o cenário global.
No Brasil, o mercado local soma 205 data centers em operação, representando 42% dos investimentos do setor na América Latina. O país fica atrás dos EUA na escala, mas registra vantagem ambiental por ter quase 90% de energia renovável. A indefinição regulatória atrapalha previsibilidade de longo prazo, segundo especialistas.
Sudeste concentra infraestrutura; Fortaleza atua como hub
A distribuição no Brasil segue a geografia econômica: o Sudeste responde por mais da metade dos data centers, com 128 unidades. São Paulo lidera, com 59, Campinas soma 26 e Rio de Janeiro 24.
Fora do eixo, Fortaleza se destaca como polo do Nordeste. A cidade, próxima de rotas de cabos submarinos, funciona como hub de distribuição, reduzindo custos de transmissão e ampliando a velocidade de conectividade com a Europa e os EUA.
Baixa latência explica liderança de São Paulo
São Paulo concentra 96 dos 205 centros nacionais. A prioridade pela baixa latência se deve à demanda de serviços financeiros e aplicações em tempo real. A proximidade com grandes populações e volumes de dados favorece novos investimentos.
Especialistas apontam gargalos de energia como limitantes à expansão em SP, o que deve impulsionar o mercado para Centro-Oeste, Sul e Minas Gerais. A velocidade de processamento é vista como crucial para operações de alto valor financeiro.
Infraestrutura digital e soberania
O avanço dos data centers no Brasil está ligado à estratégia de soberania de dados. A dependência de infraestrutura externa aumenta riscos diante de tensões geopolíticas. Profissionais ouvidos destacam a necessidade de ampliar a capacidade local para reduzir vulnerabilidades.
Estudos indicam que cerca de 60% dos dados brasileiros são processados no exterior. A aposta é criar condições para ampliar a infraestrutura interna e atrair investimentos em IA, processamento em nuvem e armazenamento de dados.
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