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Petróleo cai após Trump dizer que ajudará navios retidos em Hormuz

Petróleo cai na abertura após Trump anunciar escolta de navios no estreito de Ormuz; Brent a US$ 107,53 e WTI a US$ 101,10, ainda acima de US$ 100

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  • Preços do petróleo abriram em queda, com Brent a US$ 107,53 o barril e WTI a US$ 101,10, no pregão deste domingo.
  • Brent caiu 0,59% e WTI 0,82% após Trump afirmar que os EUA iniciaram ação para liberar navios retidos no Estreito de Ormuz.
  • Trump publicou que os navios serão escoltados para sair das vias navegáveis restringidas, buscando manter negócios livres nos EUA, Irã e Oriente Médio.
  • A ausência de acordo de paz entre EUA e Irã manteve o petróleo acima de US$ 100 por barril, com negociações entre os países ainda paralisadas.
  • A OPEP+ anunciou aumento de 188 mil barris por dia na produção para junho, terceiro aumento mensal consecutivo, mas impacto ainda limitado pela guerra no Irã e pelo bloqueio no Golfo.

Os preços do petróleo abriram em queda neste domingo, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que a nação iniciou uma ação para liberar navios retidos no Estreito de Ormuz. Acompanhou a fala a ausência de um acordo de paz entre EUA e Irã, o que manteve o petróleo acima de US$ 100 por barril.

Os contratos futuros do Brent recuaram 0,59%, para US$ 107,53 o barril, às 23h08 GMT, após queda de US$ 2,23 na sexta-feira. O WTI, nos EUA, operava em US$ 101,10 por barril, queda de 0,82% (+US$ 3,13 de perda na sessão anterior).

Trump afirmou, por meio de uma postagem na rede Truth Social, que os navios seriam escoltados para fora das vias navegáveis restritas para permitir negócios de forma segura. O conteúdo reforçou a leitura de que a ação visa facilitar o tráfego no estreito.

As negociações entre EUA e Irã permaneceram sem acordo, com analistas apontando que as partes insistem em manter suas linhas vermelhas. Analistas do ANZ destacaram que as negociações de paz estão paralisadas.

No cenário global, a OPEP+ anunciou um aumento de 188 mil barris por dia na produção conjunta para junho, mantendo o ritmo de crescimento visto nos meses anteriores. O ajuste não altera significativamente a produção real, segundo fontes, dada a persistente instabilidade no Golfo.

O aumento continua mesmo diante das restrições no Estreito de Ormuz, que afetam o abastecimento de petróleo na região. A guerra no Irã mantém o transporte marítimo sob pressão, influenciando as cotações e as projeções de oferta global.

A OPEP+ mantém o foco na coordenação entre os seus membros, ainda que os impactos do conflito iraniano-libaniano interfiram na execução das metas de produção. Em maio, a cota dos Emirados Árabes Unidos saiu do acordo, mas o ajuste para junho permanece com o mesmo montante para a maioria dos membros.

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