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Rombo fiscal annualizado atinge R$ 1,2 trilhão, maior da história

Rombo fiscal anualizado atinge R$ 1,218 trilhão, maior da série histórica, impulsionado pelos juros da dívida e pelo déficit primário

O deficit nominal acumulado em 12 meses superou os níveis da pandemia de covid-19
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  • O deficit nominal anualizado nas contas públicas chegou a R$ 1,218 trilhão no acumulado de 12 meses até março, o maior da série histórica iniciada em 2002, com 7 meses seguidos acima de R$ 1 trilhão.
  • Os gastos com juros da dívida e o déficit primário foram os principais motores dessa alta do deficit nominal.
  • Em março, o gasto com juros do setor público consolidado somou R$ 118,9 bilhões, frente a R$ 75,2 bilhões em março de 2025.
  • O déficit primário acumulado em 12 meses até março foi de R$ 137,1 bilhões; em fevereiro, era de R$ 52,8 bilhões. No mês de março, o primário ficou em R$ 80,7 bilhões negativo.
  • Em março, o déficit primário foi puxado pelo governo central (R$ 74,8 bilhões) e pelos governos regionais (R$ 5,4 bilhões), enquanto as estatais registraram perda de cerca de R$ 500 milhões; o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual apenas em 29 de abril, mas a taxa ainda permanece elevada.

O rombo fiscal anualizado atingiu 1,218 trilhões de reais no acumulado de 12 meses até março, o maior da série histórica iniciada em 2002. Os dados foram divulgados pelo Banco Central na quinta-feira, 30 de abril de 2026.

O resultado nominal consolidado do setor público, que reúne União, estados, municípios e estatais, permanece acima de 1 trilhão de reais há sete meses seguidos, mantendo o déficit pelo nono mês consecutivo.

Dois fatores puxam o déficit: gastos com juros da dívida e o saldo negativo entre receitas e despesas primárias. Em março, as despesas com juros somaram 118,9 bilhões de reais, ante 75,2 bilhões em março de 2025.

Os gastos com juros caminharam junto com a taxa Selic, ainda elevada após decisão do Copom de reduzir o juro-base em 0,25 ponto percentual na quarta-feira anterior. O encarecimento da dívida acompanha o cenário macroeconômico.

O resultado primário, que exclui juros, ficou deficitário em 137,1 bilhões de reais no acumulado até março. Em fevereiro, o déficit primário era de 52,8 bilhões de reais.

DEFICIT EM MARÇO

Em março, o setor público consolidado registrou déficit primário de 80,7 bilhões de reais. O governo central respondeu por 74,8 bilhões, e governos regionais tiveram queda de 5,4 bilhões.

As estatais contribuíram com um déficit de cerca de 0,5 bilhão de reais. O conjunto de despesas com juros em março foi de 118,9 bilhões de reais, ante 75,2 bilhões de março de 2025.

RESULTADOS PRIMÁRIO X NOMINAL

O resultado primário indica se as receitas cobriram as despesas correntes sem contabilizar os juros. Já o resultado nominal soma o primário aos juros da dívida, refletindo o endividamento total do país. Mesmo com eventuais superávits primários, elevados juros podem gerar déficit nominal.

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